
Sobe para 515 o número de empresas com o selo “Made In Mozambique” em todo o País
“O nosso sector produtivo em geral precisa encarar de forma decisiva o desenvolvimento de sistemas de qualidade, tendo como horizonte a certificação”. Foi com estas palavras que o Secretário Permanente do Ministério da Indústria e Comércio, Jorge Jairoce, se dirigiu aos representantes das 8 novas empresas que se juntaram ao grupo de empresas nacionais titulares do selo “Made in Mozambique”, após terem reunido os requisitos legais e técnicos exigidos para o efeito.
Em evento realizado na 57ª Edição da FACIM, as empresas Enviroworks Soluções Ambientais, Grow Engineering, Mobiserv, Refrigerentes Spar, Sal Capitais. Select Car & Wash, Webcad e Zaci, receberam o selo.
As empresas foram recordadas na ocasião, que a economia moçambicana apresenta algumas cadeias de valor descontinuas no sentido de que as matérias primas locais são exportadas em bruto e, no sentido contrário, são importadas componentes e produtos intermédios e acabados que são obtidos dessas mesmas matérias primas, uma situação que importa corrigir, havendo a expectativa que a iniciativa Made in Mozambique deverá contribuir para tal, ao promover a preferência por produtos e factores de produção nacionais.
Por sua vez, Maximino Oliveira, da Grow Engineering, falando em nome das empresas beneficiárias, disse que a “decisão estratégica e até patriótica’’ das empresas em aderir ao selo Made in Mozambique, resulta da perspectiva de, demonstrar o potencial do poder empresarial moçambicano, contribuir para alavancar a economia nacional e do desenvolvimento sustentável , apostar na capacitação do capital humano moçambicano, promover o emprego e geração de rendimento para as famílias, concorrer para a industrialização do País e dissipar a dependência das importações e, consequentemente, o acrescer de valor à produção nacional visando uma cada vez maior e verdadeira independência económica de Moçambique.
Em 2005 foi lançada a campanha MADE IN MOZAMBIQUE, associado aos vectores estratégicos: Produza Moçambicano! Consuma Moçambicano!, Exporte Moçambicano!, como medida visando fortalecer e contribuir para o crescimento do empresariado nacional e, de algum modo, responder aos desafios que se impunham com o processo de integração regional a nível da SADC face a aproximação do lançamento da Zona de Comércio Livre em Janeiro de 2008.
Nesse sentido, foi introduzido o selo ” Orgulho Moçambicano. Made in Mozambique“ como instrumento de valorização da produção nacional e de promoção do desenvolvimento de negócios, cujo regulamento foi aprovado pelo decreto 10/2011 de 11 de Maio.
A iniciativa despertou interesse do sector produtivo, facto demonstrado pela aderência das empresas e outras organizações ao uso do selo, tendo se registado entre 2005 e 2010, altura da campanha, um registo de 243 entidades em todo País, até Dezembro de 2010.
Assim, após a revisão do decreto acima para actual decreto 8/2012 de 11 de Maio a adesão foi decrescendo tendo registado apenas 213 entidades.
Fonte do Ministério da Indústria e Comercio, disse ao O.Económico que o decréscimo, deveu-se, entre outras, ao rigor imprimido no cumprimento dos requisitos necessários para conferir maior credibilidade ao uso do selo, que trouxe uma abordagem forte na qualidade dos produtos e serviços, envolvendo mais instituições na avaliação.
Foram medidas introduzidas para dar respostas a questoes que se levantavam, tais como, a sustentabilidade do programa, os desafios na definição de critérios de priorização de produtos e serviços nacionais nas compras do Estado, acesso aos mercados preferenciais dos produtos nacionais, assegurar a competitividade das empresas nacionais através da implantação efectiva de sistemas de gestão de qualidade, assegurar a boa e regular publicidade dos produtos nacionais(com selo) como forma de convencer os consumidores a adquirirem ajudando ao processo de substituição de produtos similares.
No entanto, neste momento, adianta a nossa fonte, está na fase conclusiva o estudo realizado com o apoio da UNIDO, que se debruça sobre o balanço da implementação da iniciativa e a pertinência de melhoramento, conferindo mais dinâmica em termos de adesão e internacionalização.
Nº de empresas titulares do selo por Província
| Província | N° de empresas |
|---|---|
| Maputo Cidade | 232 |
| Maputo | 76 |
| Gaza | 18 |
| Inhambane | 4 |
| Sofala | 50 |
| Tete | 10 |
| Manica | 12 |
| Zambézia | 9 |
| Nampula | 90 |
| Cabo Delgado | 12 |
| Niassa | 2 |
| Total | 515 |
Nº de empresas titulares do selo por sector de actividade
| Ramo de Actividade | N° de empresas |
|---|---|
| Indústria | 234 |
| Prestação de Serviços | 250 |
| Agricultura e Pecuária | 13 |
| Construção Civil | 12 |
| Pesca | 6 |
| Total | 515 |













