
Certificação constitui ferramenta essencial para transmitir credibilidade dos produtos
- Número de empresas nacionais beneficiando ou com acesso a serviços de certificação abaixo de 5%;
- No âmbito do PRONACER, 100 empresas foram capacitadas sobre tipos de certificação requeridas para fazer negócios com as multi-nacionais;
- CTA quer que o INOQ alargue seus serviços e desconcentre para as províncias.
O reconhecimento foi pronunciado pelo Presidente do Conselho Empresarial Nacional da CTA, Fernando Couto, quando em nome do sector privado, enaltecia a importância da normalização/certificação, no contexto da celebração do dia Mundial da Normalização.
O Presidente do Conselho Empresarial Nacional, colocou em evidencia o facto de o processo de globalização, que permitiu a dispersão dos processos de produção, fazer com que a oferta de serviços de qualidade constitua um dos principais requisitos para fazer parte das cadeias de valor global.
Para o caso de Mocambique, onde cerca de 98% do tecido empresarial é constituído por micro, pequenas e médias empresas, com relativa exposição aos mercados globais, “o acesso a serviços como normalização/certificação, constitui ferramentas essenciais para transmitir credibilidade dos seus produtos”, disse Fernando Couto.
Para o dirigente da CTA, ao despeito dos benefícios da normalização/certificação, nota-se que muitas empresas não estão completamente conscientes do papel da normalização no que concerne a facilitação de transacções, redução de custos e garantia de qualidade de produção e venda de produtos.
“Sobre a certificação, em particular, acresce o facto do número de empresas nacionais beneficiando ou com acesso a serviços de certificação ainda estar abaixo de 5% do universo do sector privado, sendo que uma das principais causas apontadas se prende com o custo do processo como tal, a falta de informação por parte das empresas sobre a sua importância, bem como os mecanismos de acesso”.
Fernando Couto, referiu-se a a relevância da certificação, analisando o plano prospectivo de aquisições divulgado pela CCSJV, no projecto da Área 1 da Bacia do Rovuma, desenhado para informar o mercado local sobre as oportunidades futuras para fornecer Bens e Serviços ao projecto, no qual apurou-se que um dos requisitos incondicionais para aproveitamento das oportunidades estava ligado aos padrões de standards de qualidade HSEQ ou Padrões Técnicos ou Marcas.
Para responder aos desafios, e num contexto que se pretende uma maior inserção das empresas moçambicanas nos mercados globais assim como o alargamento do aproveitamento das oportunidades que emergem do advento da indústria do Oil&Gas, a CTA lançou em 2019 o Programa Nacional de Certificação – PRONACER, em parceria com a Fundação para a Melhoria do Ambiente de Negócios (FAN), e o INNOQ.
O PRONACER tem como resposta aos desafios identificados, promover a participação efectiva e sustentável das empresas nacionais na cadeia de valor da exploração dos recursos naturais, estando inscritas até ao momento 155, com 80% delas a manifestaram interesse pela ISO 9001 (sistema de gestão de qualidade), ISO 45001 (Saúde e Segurança do Trabalho) e ISO 14001 (Sistema de gestão ambiental), tendo ainda 100 delas se beneficiado de capacitação sobre a importância, necessidade e tipos de certificação requeridas para fazer negócios com as multinacionais.
Após um aturado processo de triagem, com o apoio do INNOQ, 25 empresas foram pré-qualificadas e na fase derradeira de certificação, 20 empresas nas cadeias de carvão, petróleo e gás natural receberam auditorias externas para certificação, sendo que, das empresas elegíveis, 3 já receberam seus diplomas de empresa certificada no âmbito do PRONACER. As restantes 17 empresas deverão receber seus diplomas a breve prazo.
A CTA instou o INNOQ, a alargar a sua oferta de serviços visando o incremento do alcance da comunidade empresarial e uma maior aposta na desconcentração da oferta dos seus serviços para as províncias.













