Acucareira de Xinanvane poderá retomar actividades antes da proxima camapanha agricola

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  • Para além de varias dezenas de milhões de dólares, a paralisação da açucareira afecta cerca de cinco mil trabalhadores, entre permanentes e sazonais.

O Ministério da Indústria e Comércio (MIC) afirma que a Açucareira da Maragra, na província meridional de Maputo, poderá retomar as suas actividades antes do início da próxima campanha agrícola.

A açucareira encontra-se paralisada após as cheias ocorridas em Fevereiro último e que danificaram parte considerável do equipamento e afectaram a produção de cana-de-açúcar. Os prejuízos causados ascendem a várias dezenas de milhões de dólares.

Para o efeito, a açucareira vai contar com novos investidores, e o Ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, assegura que o Governo vai intervir para que o processo de retoma da empresa não prejudique os trabalhadores, bem como a economia nacional.

“Há esforços no sentido de recuperá-la [a empresa] e penso que está numa fase avançada, acreditamos que até a próxima época estará a funcionar”, disse Moreno esta segunda-feira (04), num breve contacto com a imprensa, no distrito de Marracuene, a margem da abertura do XXI Conselho Coordenador do MIC, um evento de três dias que decorre sob o lema: “Industrializar Moçambique: Criando Bases para o Desenvolvimento Integrado e Sustentável”.

Segundo o Ministro, as autoridades moçambicanas estão interessadas que a empresa volte a funcionar. Por isso, disse Silvino “o que nós faremos como governo é facilitar que esse processo da transferência ou da venda para outros investidores aconteça sem sobressaltos, e temos informações que esse processo já está num bom caminho”.

O governante disse, em avançar números, que a destruição causada à empresa pelas intempéries, serão necessários grandes investimentos para a sua retoma.

“Para já, e pela informação que temos, há uma nova empresa que vai cuidar da Maragra nos próximos tempos”, disse, sublinhando que neste processo transição de propriedade, o governo não tem nenhuma objecção, cabendo-lhe apenas assegurar que sejam observadas as regras que regem a materialização do processo.

Estima-se que a paralisação da empresa açucareira de Maragra afecta cerca de cinco mil trabalhadores, incluindo permanentes e sazonais.

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