Andrew Bailey: É um resultado pior se não levarmos a inflação de volta à meta

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  • Governador do Banco de Inglaterra desafia críticos, afirma que subida surpresa das taxas era “justificada” para domar inflação;
  • O Governador do Banco de Inglaterra, Andrew Bailey, disse esta quarta-feira que o banco estava “justificado” na sua decisão de aumentar as taxas de juro em 50 pontos base na semana passada;
  • A medida desafiou as expectativas do mercado de um aumento de 25 pontos-base e reacendeu o debate entre os críticos, que dizem que o banco central não agiu de forma rápida e decisiva o suficiente para lidar com o aumento dos custos;
  • “Tivemos que fazer um movimento muito forte naquele momento. Foi justificado”, disse Bailey a Sara Eisen, da CNBC, na conferência anual do Banco Central Europeu, em Sintra, Portugal.

O Governador do Banco de Inglaterra Andrew Bailey disse semana finda, quarta-feira, 28/06, que o banco estava “justificado” em sua decisão de aumentar as taxas de juros em uma surpresa de 50 pontos-base, efectuada na semana passada

A medida desafiou as expectativas do mercado de um aumento de 25 pontos-base e reacendeu o debate entre os críticos, que dizem que o banco central não agiu de forma rápida e decisiva o suficiente para lidar com o aumento dos custos.

Bailey disse aceitar as críticas, mas insistiu que o Comité de Política Monetária continua comprometido com sua tarefa: devolver a inflação a 2%.

“Tivemos que fazer um movimento muito forte naquele momento. Foi justificado”, disse Bailey a Sara Eisen, da CNBC, na conferência anual do Banco Central Europeu, em Sintra, Portugal.

“Posso entender por que há críticos de nós e dos bancos centrais”, acrescentou.

“Temos um trabalho a fazer. O nosso trabalho é devolver a inflação à meta e faremos o que for necessário. Entendo as preocupações que acompanham isso, mas temo sempre dizer que é um resultado pior se não levarmos a inflação de volta à meta

Novos dados na semana passada mostraram que a inflação anual dos preços ao consumidor no Reino Unido foi de 8,7% em Maio, superando as expectativas e aumentando a pressão sobre o banco, que tem lutado para reduzir a inflação no mesmo ritmo de alguns pares internacionais.

Criticamente, a inflação subjacente – que exclui os preços voláteis dos produtos energéticos, dos produtos alimentares, do álcool e do tabaco – situou-se em Maio em termos homólogos de 7,1%, contra 6,8% em Abril e marcando a sua taxa mais elevada desde Março de 1992.

Bailey disse que o principal objectivo do banco era reduzir o núcleo da inflação, que se mostrou “muito mais pegajosa”, em parte devido à força do mercado de trabalho do Reino Unido. Essa robustez também fez com que o banco revertesse sua previsão anterior de que o Reino Unido estava a caminho de entrar em sua recessão mais longa já registada.

“Estamos a atravessar este ano em uma posição mais resiliente do que eu esperava”, disse ele.

O Governador não foi pressionado sobre quando a inflação pode voltar à meta e insistiu que a próxima decisão de juros do banco – prevista para Agosto – será “impulsionada por evidências”.

Bailey falava num painel ao lado de colegas chefes de bancos centrais da Federal Reserve dos EUA, do Banco Central Europeu e do Banco do Japão.

O Presidente do Fed, Jerome Powell, disse na ocasiao que antecipava novos aumentos das taxas de juros à frente, potencialmente em um ritmo agressivo.

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