Baixa de Anguluzane Reabre ao Tráfego e Alivia Pressão Logística no Corredor Sul

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Reabertura condicionada do troço em Xai-Xai restabelece a ligação rodoviária Norte–Sul pela EN1, num contexto em que as cheias de Janeiro já fizeram 25 mortos e afectaram mais de 724 mil pessoas.

A reabertura, ainda que condicionada, da Baixa de Anguluzane, na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, devolveu esta sexta-feira a circulação rodoviária directa entre o Norte e o Sul de Moçambique através da Estrada Nacional Número Um (EN1), aliviando uma das mais críticas pressões logísticas geradas pelas cheias de Janeiro, que continuam a afectar centenas de milhares de pessoas e infra-estruturas estratégicas em várias regiões do país.

Questões-Chave:
  • Troço da Baixa de Anguluzane reabre com restrições de velocidade e circulação condicionada;
  • EN1 volta a assegurar ligação directa Norte–Sul sem desvio por Chissano–Chibuto;
  • Cheias de Janeiro causaram 25 mortos e afectaram mais de 724 mil pessoas;
  • Danos acumulados nas estradas pressionam custos económicos da resposta à emergência.

Ligação estratégica retomada após dias de interrupção

Em comunicado divulgado na noite anterior à reabertura, a Administração Nacional de Estradas (ANE) confirmou que o troço da Baixa de Anguluzane voltou a estar transitável para todo o tipo de viaturas, permitindo restabelecer a ligação directa pela EN1, após dias de interrupção provocada pela força das águas.

A circulação decorre, contudo, de forma condicionada, com limite de velocidade fixado em 30 km/h, numa fase em que continuam os trabalhos de avaliação e consolidação do pavimento, fragilizado pela infra-escavação causada pelas cheias.

Pressão logística sobre Xai-Xai e Maputo começa a aliviar

A interrupção da Baixa de Anguluzane teve impactos imediatos sobre o abastecimento da cidade de Maputo e de outros centros urbanos do Sul, uma vez que o troço constitui um ponto crítico da cadeia logística nacional. O desvio obrigatório pela estrada Chissano–Chibuto gerou congestionamentos prolongados, atrasos no transporte de mercadorias e aumento dos custos operacionais para operadores logísticos e transportadores.

Com a reabertura do troço, começa a ser reposta alguma previsibilidade nas operações, ainda que a ANE admita a possibilidade de interrupções pontuais, caso os trabalhos em curso o justifiquem.

Danos acumulados nas estradas agravam custos económicos da emergência

A retoma da circulação ocorre num contexto de forte pressão sobre a rede viária nacional. Dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) indicam que as cheias de Janeiro provocaram 25 mortos e afectaram 724.385 pessoas, o equivalente a mais de 170 mil famílias.

Desde o início da época chuvosa, em Outubro, registam-se impactos significativos em estradas, pontes, escolas, unidades sanitárias e áreas agrícolas, traduzindo-se num agravamento dos custos económicos associados à resposta de emergência, à reposição de infra-estruturas e à manutenção das cadeias de abastecimento, sobretudo no eixo Sul do país.

Reabertura é passo relevante, mas condicionamentos mantêm-se

Apesar do alívio imediato proporcionado pela reabertura da Baixa de Anguluzane, as autoridades sublinham que os trabalhos de melhoramento da via vão prosseguir, implicando a presença de máquinas e equipamentos no local e a necessidade de prudência por parte dos automobilistas.

A ANE apela ao respeito pela sinalização provisória e pelas restrições impostas, reconhecendo que a reposição plena da normalidade rodoviária continuará dependente da evolução das condições no terreno e da conclusão das intervenções em curso.

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