BMM quer diversidade de produtos agrícolas para os leilões

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– BMM pretende alargar o seu raio de actuação promovendo o leilão de outras mercadorias

Após a realização da primeira edição de castanha de caju, que se traduziu na participação de 60 operadores e compradores, resultando na comercialização de 250 toneladas de castanha, permitindo a arrecadação de 11,76 milhões de meticais, a Bolsa de Mercadorias de Moçambique (BMM) pretende alargar o seu raio de actuação promovendo leilão de outras mercadorias.

Para além da castanha de caju, que durante a campanha 2019-2020 possibilitou a comercialização de 43 mil toneladas, o leque de mercadorias a entrar nos leilões, incluem gergelim, soja e milho.

A Presidente do Conselho de Administração da Bolsa de Mercadoria, Victória Daniel Paulo, incentiva os pequenos agricultores a aderirem a iniciativa dos leilões e a apostar na compra da semente certificada como garantia de obtenção de produção que responde os padrões de qualidade exigidos no mercado.

“No leilão os procedimentos são organizados e transparentes. Agora fora desta conjuntura o pequeno produtor corre o risco de vender um pouco mais baixo do que quando ele está a participar no leilão”, explicou.

A iniciativa dos leilões visa dinamizar o mercado de Mercadorias a nível nacional e internacional, estimulando a produção e exportação de bens, e é visto igualmente como uma estratégia de reavivamento das indústrias de agro-processamento, projectando o país da categoria de mero produtor de matéria-prima para a categoria de industrialização.

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