BNI: PME’s exportadoras passam a contar com uma linha de crédito de US$ 25 milhões

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No Seguimento da parceria estratégica estabelecida com o Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank), que versa sobre o estabelecimento de uma linha de crédito denominada Afreximbank – SME Revolving Working Capital Facility (Facilidade de Capital de Giro para PME’s) cujo protocolo foi assinado em Junho deste ano, Banco Nacional de Investimento (BNI), procedeu quarta-feira, 16/08, a apresentação do produto financeiro às empresas moçambicanas, nomeadamente, às pequenas e médias empresas exportadoras, que actuam nas cadeias de valor do agronegócio, indústria ligeira, processamento alimentar e logística, que passam a contar com uma linha de credito especifica de US$ 25 milhões.

Por meio da SME Revolving Working Capital Facility, agora convertida para o contexto local, em linha de crédito específica, na sequência da mobilização feita pelo BNI, como uma solução financeira de apoio a exportação, o Banco de Desenvolvimento, se propõe ajudar a melhorar a rentabilidade das oportunidades de receita dos negócios de exportação das PMEs, bem como permitir-lhes obter o capital necessário para suas actividades e apoio à tesouraria.

O BNI pretende com esta linha de crédito de US$ 25 milhões, por cinco anos, proporcionar às empresas uma maior capacidade de expansão de suas operações e alcance de novos mercados, resultando em um aumento significativo das exportações. Além disso, para o BNI, com a solução financeira disponibilizada às PME’s nacionais exportadoras, na perspectiva estratégica, a expectativa é que a mesma contribua para a entrada de divisas no País, promovendo a melhoria da balança comercial e reduzindo a dependência das importações, com as PMEs locais a terem mais oportunidades de alavancar seus negócios, fortalecendo assim a economia local.

Os financiamentos partem de montantes no intervalo entre os 500 mil até 6,5 milhões de dólares, com taxas entre 8,5%-9,5%, conforme o risco de cada operação.

Chefe da Unidade de Desenvolvimento de Negócios do BNI, Ancha Omar

“Estas taxas estão em moeda estrangeira, o dólar. A linha de financiamento é em dólares, pois é expectativa que, tratando-se de linhas de exportação, os recebimentos também sejam em moeda estrangeira, o que evitará riscos cambiais”, esclareceu Ancha Omar Chefe da Unidade de Desenvolvimento de Negócios do BNI.

O BNI sublinha o seu propósito, reiterando que ao fornecer suporte financeiro direccionado às PMEs exportadoras, busca criar um ambiente propício para o aumento da produção, o desenvolvimento de novos produtos e a expansão para mercados internacionais.

Por seu turno, a Confederação das Associações Económicas (CTA) considerou a linha de financiamento deverá permitir as PME terem acesso a recursos financeiros que alavanquem as suas actividades, criando capacidade produtiva e exportadora.

 “Queremos garantir que os produtores nacionais com potencial de exportação possam ter os recursos que precisam para organizarem as suas actividades, os seus negócios, de forma que tenham produtos em quantidade e qualidade para acesso aos mercados externos”, afirmou o Presidente do Pelouro da Indústria da CTA, Evaristo Madime, que acrescentou relativamente às taxas anunciadas, que o a matéria específica está merecendo análise por parte da CTA e haverá aproximação ao BNI na perspectiva de serem vistas oportunidades de melhoria onde tal se mostre possível e apropriado.

 “É uma questão que nós ainda deveremos ver junto do BNI para entendermos melhor e também para ver como podemos melhorar.  É verdade que estas taxas, quando se fala de negócio de exportação, não parecem muito más, tendo em conta que o efeito cambial na exportação é reduzido”. Disse Evaristo Madimbe.

A parceria entre o Afreximbank e o BNI, é interpretada pelas partes como um exemplo de colaboração entre instituições financeiras em prol do fortalecimento do sector empresarial e do crescimento económico do país, proporcionando, no caso vertente, às PMEs exportadoras um melhor posicionamento para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades globais, contribuindo assim para o desenvolvimento sustentável do País.

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