Cinco principais bancos em Portugal aumentam lucros em 58% para quase 2.000 milhões de euros no semestre

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  • A banca portuguesa tem motivos para estar bastante satisfeita, ou não seja o facto de, Como disse o Presidente Executivo do Millenium BCP, viu o lucro do banco disparar 580% no primeiro semestre em relação ao ano passado, mas não foi a instituição com o maior ganho. A Caixa Geral de Depósitos liderou com € 600 milhões de euros (US$ 661 milhões de dólares) de lucros, seguida do BCP, com mais de 400 milhões de euros (US$ 440,6 milhões de dólares). O Novo Banco lucrou 373 milhões euros e o Santander um pouco menos € 334 milhões de euros, o BPI teve um ganho de € 256 milhões euros (US$ 282 milhões de dólares).

A soma dos resultados líquidos dos maiores bancos portugueses foi superior à registada no final dos primeiros seis meses de 2022 em 735 milhões de euros, continuando estes a serem impulsionados pelo aumento das taxas de juros.

Os lucros agregados dos cinco maiores bancos que operam em Portugal somaram 1.994 milhões de euros no primeiro semestre, num aumento de 58,4% em termos homólogos, segundo contas da Lusa.

Assim, a soma dos resultados líquidos destes bancos foi superior à registada no final dos primeiros seis meses de 2022 em 735 milhões de euros, continuando estes a serem impulsionados pelo aumento das taxas de juro nos créditos.

Os cinco maiores bancos a operar em Portugal registaram lucros de quase € 2 mil milhões de euros (US$ 2,2 mil milhões de dólares) nos primeiros seis meses do ano, são € 11 milhões de euros (US$ 12,1 milhões dólares) arrecadados por dia.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi a que apresentou maiores lucros no semestre, ao registar 607,9 milhões de euros, contra 485,7 milhões de euros até junho de 2022. No período em análise, a margem financeira consolidada cresceu 124,7% para 1.316 milhões de euros.

O Millennium BCP, por sua vez, multiplicou por 6,8 vezes os 62,2 milhões de euros em lucro registados no primeiro semestre do ano, para 423,2 milhões de euros, tendo a sua margem financeira subido 39,5% para 1.374 milhões de euros.

A completar o pódio dos bancos em Portugal com maior lucro surge o Novo Banco, que teve um resultado líquido positivo de 373,2 milhões de euros no semestre, mais 39,9% que no mesmo período do ano passado. A margem financeira da instituição cresceu 95,5% em termos homólogos, para 524 milhões de euros.

Com um crescimento dos lucros próximo do valor do Novo Banco está o Santander (38,3%), que lucrou 333,7 milhões de euros e cuja margem financeira aumentou em 58,4% para 586,5 milhões de euros.

Por fim, o BPI apresentou lucros consolidados de 256,2 milhões de euros no semestre, mais 26,1% face aos primeiros seis meses de 2022. No período, a margem financeira do grupo subiu 85%, em termos homólogos, para 435 milhões de euros.

Este ano os lucros dos bancos portugueses estão a ser beneficiados pelas altas taxas de juro nos empréstimos e lenta subida das taxas de juro nos depósitos, o que tem beneficiado a margem financeira, já que esta é a diferença dos juros cobrados pelos bancos nos créditos e os juros pagos pelos bancos nos depósitos.

Desde que o Banco Central Europeu (BCE) começou a subir as taxas de juro diretoras em meados de 2022, para combater a inflação, que isso tem tido impacto no aumento dos créditos dos clientes bancários indexados a taxa de juro variável (sobretudo Euribor).

De acordo com dados divulgados na última semana pelo Banco de Portugal (BdP), o diferencial entre as taxas de juro para os empréstimos e para os depósitos atingiu 3,3 pontos percentuais em 2022, o valor mais elevado desde 2003.

Entretanto, as noticias vindas de Portugal, dão conta de que a subida dos juros pelo Banco Central Europeu (BCE), está a complicar a vida das famílias com o crédito à habitação, mas até está a ajudar as contas da banca.

Miguel Maya Presidente executivo do Millenium BCP, disse na apresentação dos resultados que  “este ano é um ano que tem corrido bem”.

“Os resultados que apresentamos hoje são muito positivos, têm sido os resultados dos bancos no mundo inteiro e particularmente na Europa, também têm beneficiado pela subida da taxa de juro”, esclareceu Miguel Maya

A subida das taxas de juro pelo BCE ajudou a aumentar a margem financeira da banca, ou seja, na diferença entre os juros pagos pelos depósitos e os juros cobrados.

Os bancos tiveram ganhos. Já as famílias com créditos à habitação não podem dizer o mesmo.

Entretanto, a CGD diz que “desde que as taxas subiram, nós não temos uma única casa entregue, ou seja, que a caixa tivesse executado, e que fosse entregue”.

Os bancos portugueses dizem não ter casos de incumprimento, que já são umas dezenas de milhares, os créditos renegociados, dizem que muitos dos novos contratos para compra de casa celebrados este ano já têm taxa fixa.

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