Global Trade

Comércio global deverá crescer 23% em 2021, para US$ 28 biliões – UNCTAD

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O comércio global atingiu um recorde no terceiro trimestre de 2021 e deve crescer em 23%, para 28 biliões de dólares até o fim do ano, de acordo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento – UNCTAD.

Em uma actualização sobre o Comércio Global, divulgada esta terça-feira, 30/11, o organismo de comércio e desenvolvimento da ONU apontou que, no geral, 2021 deverá ser um ano de forte recuperação para o comércio internacional. Uma tendência resultante, fundamentalmente, da forte recuperação na demanda associada à redução das restrições à pandemia da Covid-19, pacotes de estímulo económico e aumentos nos preços das commodities.

O valor do comércio global de bens e serviços deverá aumentar em cerca de US $ 5,2 biliões em relação a 2020, e em cerca de US$ 2,8 biliões em relação a 2019, o equivalente a um aumento de cerca de 2% e 11%, respectivamente. O comércio de bens deve atingir um nível recorde de US$ 22 biliões este ano, enquanto o comércio de Serviços deverá estabilizar em torno de US$ 6 biliões (abaixo do seu nível pré-pandemia).

A UNCTAD observa que o valor do comércio global de bens registou um aumento contínuo ao longo do ano em curso, no entanto, a recuperação foi mais moderada para o comércio de serviços, que permanece abaixo dos níveis de 2019. Com efeito, em uma base anual, a taxa de crescimento do comércio de bens (22%) permanece substancialmente alta relativamente a taxa de crescimento do comércio de Serviços (6%).

O comércio global cresceu cerca de 24% no terceiro trimestre, consideravelmente acima dos níveis pré-pandemia. Enquanto o comércio de bens atingiu o recorde de 5,6 biliões, o comércio de serviços estabilizou em cerca de 1,5 biliões. “O comércio de bens deverá permanecer constante em cerca de US $ 5,6 biliões no 4º trimestre de 2021, enquanto o comércio de serviços provavelmente continuará a se recuperar lentamente”, lê-se no documento.

São incertas as perspectivas para 2022

Em uma análise prospectiva sobre as tendências do comércio global, a UNCTAD destaca que as perspectivas permanecem incertas como resultado de vários factores, incluindo uma lenta recuperação económica.

A este respeito, a UNCTAD informa que a forte recuperação económica do primeiro semestre deste ano desacelerou durante o segundo semestre, com destaque para o crescimento económico da China que, durante o terceiro trimestre, ficou abaixo das expectativas e do desempenho verificado nos trimestres precedentes.

Outrossim, espera-se que 2022 seja influenciado pelo aumento dos preços das commodities, as pressões inflacionárias, as interrupções logísticas, os altos preços dos combustíveis e a contínua escassez global de semicondutores. Factores geopolíticos e a regionalização dos fluxos comerciais são igualmente apontados como riscos relevantes para as perspectivas económicas e os fluxos de comércio internacional.

Importante notar que os dados de UNCTAD não levam em consideração os potenciais efeitos do Ómicron, a mais nova linhagem do coronavírus detectada na África do Sul na semana passada, o que aumenta o grau de incertezas sobre as referidas perspectivas.