• As transportadoras africanas registaram um aumento do tráfego de 34,7% em Junho, em comparação com o mesmo mês de 2022, à medida que a dinâmica de recuperação pós-COVID continua

É o que diz o relatório mensal da Associação Internacional do Transporte Aéreo (International Air Transport Association – IATA, em inglês) acabado de ser tornado público.

O relatório indica que o tráfego internacional aumentou 33,7% em Junho de 2023 em relação ao mesmo mês do ano passado, com todos os mercados a registarem um crescimento robusto.

As companhias aéreas africanas registaram um aumento de tráfego de 34,7% no mesmo período, o segundo maior ganho percentual entre as regiões, de acordo com a IATA.

A sua capacidade em Junho, por outro lado, aumentou 44,8% e o factor de carga caiu 5,1 pontos percentuais para 68,1%, o mais baixo entre as regiões.

“África foi a única região a registar um declínio na taxa de ocupação internacional mensal em comparação com o período homólogo do ano anterior”, refere o relatório.

Globalmente, a IATA afirma que o tráfego está agora a 94,2% dos níveis pré-COVID.

Para o primeiro semestre de 2023, o tráfego total – medido em receita de passageiros-quilómetros (revenue passenger kilometer – RPK, em inglês) – aumentou 47,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

“A temporada de viagens de verão no Norte teve um forte arranque em Junho, com um crescimento da procura de dois dígitos e taxas de ocupação médias superiores a 84%”, afirmou Willie Walsh, Director-geral da IATA.

 “Os aviões estão cheios, o que é uma boa notícia para as companhias aéreas, as economias locais e os postos de trabalho dependentes das viagens e do turismo. Todos beneficiam da actual recuperação do sector”, acrescentou.

Entretanto pese embora as transportadoras africanas tenham alcançado um crescimento anual robusto do tráfego de passageiros de 34,7%, a sua recuperação em Junho ficou ainda mais aquém, com um atraso de 12,6% em relação aos níveis de 2019, constata a análise do mercado mundial  dos transportes aéreos da IATA. Conforme o estudo,   as transportadoras da região também viram a capacidade de lugares aumentar mais rapidamente do que a receita de passageiros-quilómetros (revenue passenger kilometer – RPK, em inglês), levando a uma diminuição da taxa de ocupação em comparação com os mesmos meses de 2019 e 2022.

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