Daniel Chapo Defende Uma Agenda de Modernização Económica, Produtividade e Confiança Para o Novo Ciclo de Desenvolvimento

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Na Conferência Económica do Millennium bim, o Presidente da República sublinhou a centralidade das reformas, da industrialização e da previsibilidade macroeconómica como pilares para acelerar o crescimento e reforçar o papel do sector privado.

Questões-Chave:
  • Daniel Chapo afirmou que Moçambique precisa de aprofundar a modernização económica e dinamizar a produtividade nacional como eixos centrais do desenvolvimento;
  • O Presidente destacou que a confiança — institucional, regulatória e macroeconómica — é condição indispensável para atrair investimento e fortalecer o sector privado;
  • Defendeu maior previsibilidade nas políticas públicas, estímulo à industrialização e investimentos estruturantes nos sectores-chave;
  • Sublinhou o papel do Estado na eliminação de entraves administrativos, digitalização de serviços e promoção de um ambiente de negócios mais competitivo;
  • Enfatizou que o crescimento só será inclusivo com emprego, diversificação económica e participação activa das empresas.

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu na Conferência Económica do Millennium bim uma visão económica centrada na modernização, na produtividade e na confiança como motores de um novo ciclo de desenvolvimento nacional. No seu discurso, o Chefe do Estado reiterou o compromisso do Governo com reformas orientadas à competitividade, industrialização, criação de emprego e melhoria do ambiente de negócios, num contexto global de desafios e transições estruturais.

Uma economia que precisa de um salto estrutural

Daniel Chapo iniciou a sua intervenção com uma avaliação clara do momento económico que o país atravessa. Referiu que Moçambique dispõe de oportunidades significativas, mas enfrenta simultaneamente desafios que exigem respostas coordenadas, visão estratégica e reformas profundas. Para o Presidente, o país encontra-se numa “fase crítica de transformação”, em que a produtividade e a eficiência económica devem assumir prioridade absoluta.

Sublinhou que a economia moçambicana só poderá acelerar de forma sustentável se reforçar a capacidade de gerar valor interno, melhorar a competitividade e aprofundar a industrialização. Essa transformação, afirmou, requer um Estado que funcione com maior agilidade, coerência e previsibilidade.

Industrialização e sectores estratégicos como motores do crescimento

Na sua visão, a industrialização é o caminho inevitável para elevar o rendimento nacional, criar emprego e expandir a base produtiva. Daniel Chapo destacou sectores com potencial imediato — energia, logística, agricultura, turismo e indústrias transformadoras — que devem ser dinamizados através de políticas industriais consistentes, melhor acesso a financiamento e parcerias público-privadas robustas.

O Presidente enfatizou que o país não pode continuar a depender excessivamente de matérias-primas não transformadas nem de ciclos externos. Reforçou a necessidade de consolidar cadeias de valor internas, promover exportações de maior valor acrescentado e acelerar investimentos que aumentem a capacidade produtiva do país.

Confiança como elemento central da política económica

No discurso, Chapo defendeu que nenhuma agenda de reformas será bem-sucedida se não for acompanhada por um ambiente de confiança. Argumentou que investidores, empresários e agentes económicos precisam de previsibilidade regulatória, respeito pelas regras, coerência nas políticas públicas e comunicação clara das prioridades nacionais.

Atribuiu à confiança um valor “transversal e transformador”, afirmando que ela é o elemento que liga o sector privado às políticas públicas, que reduz riscos, que encoraja o investimento e que permite que as empresas planeiem a longo prazo.

Um Estado mais moderno, simples e digital

Daniel Chapo sublinhou que o Governo está empenhado em reduzir entraves administrativos, simplificar procedimentos e acelerar a digitalização dos serviços públicos. Considerou que a burocracia é um dos factores que mais penalizam o investimento e que a modernização da máquina pública é tão importante quanto o investimento em infra-estruturas.

A digitalização, afirmou, é essencial para aumentar a eficiência, reforçar a transparência, reduzir custos e melhorar a relação entre o Estado e os cidadãos, bem como entre o Estado e as empresas.

Sector privado como protagonista do novo ciclo económico

No encerramento, o Presidente reafirmou que o sector privado deve ser o principal motor do crescimento e da criação de emprego em Moçambique. Enfatizou que o papel do Governo é o de criar condições estruturais para que as empresas floresçam, acederem a financiamento, inovarem, competirem e expandirem actividades em todo o território nacional.

Daniel Chapo apelou a uma parceria estratégica entre o Estado, a banca e o empresariado, sustentando que só com uma acção coordenada será possível materializar o potencial económico do país e consolidar um ciclo de crescimento mais robusto e inclusivo.

Ao centrar a sua intervenção na modernização económica, na confiança e na produtividade, Daniel Chapo deixou claro que o novo ciclo de desenvolvimento exigirá reformas, coordenação e ambição. O discurso do Presidente estabelece uma agenda clara: um Estado mais eficiente, um sector privado mais forte e uma economia mais competitiva e industrializada.

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