A Directora-Geral do FMI, considera ser oportuno implementar ações que preparem o caminho para os próximos 50 anos, numa dinâmica em que o objectivo deve ser construir pontes para um forte crescimento futuro que seja simultaneamente sustentável e inclusivo.
Ela falava em Abijan, capital da Costa de Marfim, onde se encontra a participar de um encontro que serve de antecâmara aos encontros anuais do FMI, que se realizarão em Marrakech Marrocos, a primeira a se realizar no Africa. A primeira foi em Nairobi, Kénya em 1973.
A Directora-Geral do FMI afirmou que estando em solo africano, inspira-se em África: “Neste continente podemos ver, como que sob uma lupa, os desafios que o mundo enfrenta. Mas também vemos o seu grande potencial. África tem recursos abundantes e criatividade e energia ilimitadas. E é o lar da população mais jovem e de crescimento mais rápido do mundo.
“ A pandemia de COVID-19, a guerra da Rússia na Ucrânia, as catástrofes climáticas, a crise do custo de vida, a instabilidade política: estas são as muitas faces de um mundo propenso a choques . O seu impacto é mais evidente em África, tal como a necessidade esmagadora de nos prepararmos melhor para esse mundo”. Afirmou.
“E uma África próspera exige a manutenção da ponte mais importante de todas, a ponte que liga todos os países – a da cooperação internacional”, Reiterou.
Fonte: FMI
É sob essa base que Kristalina Georgieva considera, “uma economia mundial próspera no século XXI requer uma África próspera” .
Disse que as economias avançadas estão a envelhecer rapidamente, mas possuem capital abundante. Daí a necessidade de ligar melhor esse capital aos abundantes recursos humanos de África – para injectar mais dinamismo nas actuais perspectivas anémicas de crescimento global.
Num discurso em defesa da economia africana, disse Kristalina Georgieva que “África também apresenta os argumentos mais fortes para a construção de resiliência económica”