
Economia nacional deverá crescer 2,8% em 2022
_Antevê-se a manutenção da tendência de recuperação da economia nacional. O crescimento previsto resulta, essencialmente, do alívio das restrições relacionadas com a COVID-19.
Segundo as projecções apresentadas pelo Standard Bank, no decurso do Economic Briefing, ocorrido esta quinta-feira, 05/05, a economia nacional deverá prolongar a tendência recuperação iniciada em 2021, experimentando uma nova expansão ao ritmo de 2,8% ao longo do ano em curso, 0,6 pontos percentuais acima da taxa de 2,2% registada em 2021, após ter registado uma contracção de 1,2%, em 2020.
Apesar dos impactos das intempéries que assolaram o País desde o último trimestre de 2021, provocando uma ligeira desaceleração do ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano, mantém-se as perspectivas de uma expansão da actividade económica no país, devendo a economia continuar a dar “passos firmes” no seu processo de recuperação, impulsionado pelo alívio das restrições relacionadas com a Covid-19.
Com efeito, as projecções de crescimento de médio e longo prazo do Banco apontam para um crescimento médio do PIB de 3,7% ao ano, entre 2022 e 2025.
Relativamente a evolução dos preços nos próximos tempos, não obstante as perspectivas de crescimento da economia, as perspectivas apontam para um aumento da inflação devido aos choques climáticos observados desde o início do ano e à pressão inflacionária global exacerbada pelo impacto do conflito russo-ucraniano.
Neste contexto, espera-se que a gestão prudente dos riscos macroeconómicos continue a traduzir-se numa política monetária restritiva e na prudência fiscal, para assegurar que a inflação se mantenha a um dígito.
“A nossa análise indica que o País continua a dar passos firmes para a recuperação da economia. Mas, a manutenção da estabilidade macroeconómica requer uma aceleração das reformas estruturais, nomeadamente no sistema judiciário, ambiente de negócios, sector bancário e financeiro, fiscal e nas empresas públicas”, referiu Fáusio Mussá, economista-chefe do Standard Bank.
















