
EDM preparada para a demanda regional
A Electricidade de Moçambique (EDM) diz-se preparada para dar resposta consistente à grande procura de energia no mercado da Southern African Power Pool (SAPP).
A garantia foi dada pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Electricidade de Moçambique, E.P. (EDM), Marcelino Gilda Alberto, durante a sua participação no Africa Energy Forum (AEF) 2023, evento que decorreu de 20 a 23 de Junho corrente, em Nairobi, no Quénia.
Durante a sua intervenção no evento, o PCA da EDM assegurou que em Moçambique estão em curso projectos estruturantes de produção e transporte de energia, que, além de alimentar a demanda doméstica, irão garantir maior disponibilidade de energia para atender às necessidades do mercado regional, por via dos corredores de interligação com os países vizinhos.
“Temos acompanhado de perto a evolução da construção da Central Térmica de Temane 450 MW (CTT), da Linha de Transporte 400kV (TTP), a Linha de Interligação entre Moçambique e Malawi 400kV (MOMA) e outras iniciativas em carteira que vão, a curto prazo, consolidar o posiciona menta de Moçambique como pólo regional de energia”, disse Marcelino Gilda.
Durante a apresentação, que teve também como painelista uma representante da Autoridade Reguladora de Energia (ARENE), a EDM reiterou o seu compromisso de alcançar as metas dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, designadamente o acesso universal à energia até 2030 e equidade de género, garantido maior participação da mulher na electrificação do pais.
O Africa Energy Forum é uma das maiores plataformas internacionais de encontros e exposição do sector energético, em que participam investidores, financiadores, promotores, consultores, em preiteiros e outros actores relevantes do sector energético, incluindo o sector público.
Marcelino Gilda Alberto aproveitou a exposição de Moçambique naquele fórum internacional para enfatizar a abundância e diversidade de recursos energéticos no país, especialmente de energias limpas e renováveis, que vão garantir capacidade adicional de produção interna de energia, para garantir a segurança energética.
“Como sabem, estamos a investir no estabelecimento de corredores verdes, ou seja, projectos de transporte de energia para evacuar maior capacidade de energias renováveis na Rede Eléctrica Nacional. Já temos as primeiras duas centrais solares instaladas e em processo de comissionamento a Central Solar de Cuamba, na província do Niassa”, relevou o PCA da EDM.
No entanto, apesar da aposta da diversificação da ma triz energética e investimentos em energias novas e renováveis, em alinhamento com os Acordos de Paris para a redução do aquecimento global, o PCA da EDM realçou que o g:ís vai continuar a desempenhar um papel relevante e estratégico no processo da transição energética em Moçambique.
“Há oportunidades claras para investimento privado estrangeiro no sector energético moçambicano, através de assistência técnica e desenvolvimento de projectos de energia, tendo a EDM já estruturado uma carteira de projectos prioritários de produção e transporte de energia”, referiu o PCA da EDM.
Durante o AEF, além de participar nos painéis importantes, com destaque para os dedicados ao sector energético em Moçambique e à modernização das centrais hidroeléctricas visando acelerar a transição energética em África, Marcelino Gilda Alberto manteve vários encontros de trabalho, entre os quais com os PCA das congéneres da Zâmbia e Eswatini, a Zâmbia Electricity Supply Corporation (ZESCO) e Eswatini Elcctricity Company (EEC), respectivamente, assim como com o intermediário do negócio de energia com o Zimbabwe, Trade and Deveiopment Bank (TBD), para viabilização de contratos de venda de mais energia a estes países vizinhos.
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