
Estado Contrata Consultores para Reabilitação da EN1, Com Investimento Total de 3,5 Milhões de Dólares
Questões-Chave
- Governo contratou dois consultores internacionais para elaborar projecto da EN1;
- Intervenções focam-se na “espinha dorsal” rodoviária de Moçambique;
- Trabalhos preliminares já têm 1,1 mil milhões de dólares assegurados;
- Projecto abrange troços críticos nas províncias de Sofala, Manica, Zambézia e Nampula;
- Expectativa é reabilitar cerca de 800 km com financiamento do Banco Mundial.
A Administração Nacional de Estradas (ANE) contratou dois consultores internacionais para desenvolver o projecto conceptual de reabilitação, reconstrução e manutenção da Estrada Nacional Número 1 (EN1), considerada a principal via de ligação entre o norte e o sul de Moçambique. A empreitada insere-se num plano mais amplo, estimado em 3,5 mil milhões de dólares, que visa assegurar a durabilidade e funcionalidade da via para os próximos anos.
De acordo com a ANE, os consultores apoiarão na produção de documentação técnica para os concursos e nos processos de contratação baseados no desempenho. A EN1 é considerada a “espinha dorsal” da rede viária nacional e está actualmente em níveis de degradação elevados, afectando a fluidez do transporte de mercadorias e pessoas.
Os troços a intervir foram divididos em três lotes principais:
- Lote 1: Inchope–Gorongosa (70 km) e Gorongosa–Caia (84 km), em Sofala.
- Lote 2: Gorongosa–Caia (duplicado para incluir mais extensão) e Nampula–Metoro–Pemba (94 km), abrangendo também parte de Cabo Delgado.
- Lote 3: Chimura–Nicuadala (Zambézia).
Segundo o ministro dos Transportes e Comunicações, João Matlombe, os trabalhos preparatórios decorrem com 1,1 mil milhões de dólares já garantidos, com expectativa de mobilizar os restantes 2,4 mil milhões. A primeira fase inclui a reabilitação de pelo menos 800 km, com apoio do Banco Mundial.
O Governo reconhece que o estado da EN1 é um entrave ao desenvolvimento económico e logístico do país, comprometendo a competitividade e o custo do transporte de mercadorias. A actual intervenção é vista como uma oportunidade para reverter o quadro de degradação e modernizar a principal via rodoviária de Moçambique.
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