Mais do que Carga: Transformação Estrutural e Digitalização
O governante sublinhou que este tipo de investimento deve traduzir-se em mais do que movimentação de carga: deve gerar empregos qualificados, integração de PME’s nacionais, valorização das cadeias de valor locais e formação tecnológica para a juventude moçambicana.
Defendeu também o reforço da transformação digital do Porto de Maputo, apelando à automatização dos processos logísticos e à criação de um ecossistema colaborativo que envolva alfândegas, migração, operadores logísticos e tecnológicas como a McNet e a Kudumba.
“A logística não é apenas um sector de suporte — é um vector transformador do desenvolvimento”, declarou.
Ferrovia, Cooperação e Competição Regional
Num apelo directo à Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), o Ministro pediu celeridade na modernização da infraestrutura ferroviária, incluindo aquisição de material circulante inteligente e automação de processos.
Lembrou que Moçambique enfrenta hoje a concorrência directa de portos como Richard’s Bay, Durban e Lobito, o que obriga a uma resposta firme em eficiência, inovação e cooperação regional.
“Precisamos manter a nossa vantagem competitiva num ambiente regional em rápida transformação.”
Investimento Social e Integração Territorial
Matlombe destacou ainda o investimento na ponte-cais da Ilha de Kanyaka como exemplo de como a logística pode ser também instrumento de inclusão social e territorial.
“Esta obra representa dignidade, conectividade e potencial turístico e económico para as comunidades locais.”
Logística Com Rosto Humano
Concluindo, o Ministro deixou uma mensagem clara: Moçambique não espera pelo futuro — está a construí-lo, com ambição, inovação e visão estratégica. Reafirmou a importância do investimento em curso no Porto de Maputo como parte de um plano de 2 mil milhões de dólares no quadro da extensão da concessão, e desafiou o sector a manter o ritmo de expansão, modernização e qualificação.