Expansão dos serviços digitais coloca enormes desafios, País precisa fortificar cibersegurança, afirma Mateus Magala na conferência BFSI

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  • Serviços de banca móvel em Moçambique já são usados por mais de 12 milhões de subscritores, observou o Ministro

A expansão dos serviços digitais coloca enormes desafios para os provedores e utilizadores destes serviços, um contexto, que coloca o País a necessitar de fortificar a sua capacidade de  lidar com os desafios relacionados à cibersegurança e privacidade de dados no sector financeiro num contexto de serviços tecnológicos emergentes, defendeu o Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, intervindo na na conferência sobre a Banca, Serviços Financeiros e Seguros (BFSI), que decorreu entre os dias 13 e 14, na capital do País, Maputo.

Magala recordou aos participantes que a sustentabilidade dos serviços financeiros digitais passa necessariamente por oferecer a confiança necessária sobre as transações virtuais, evitando que os utilizadores sejam vítimas de fraudes, ao mesmo tempo que se aprimoram os mecanismos de protecção dos seus dados e identidade digital.

“Neste contexto, torna-se necessária a conscientização e educação em cibersegurança, promoção de melhores práticas de segurança, transformação digital, regulamentações de protecção de dados, identificação e mitigação de ameaças cibernéticas, promoção da privacidade de dados, entre outras práticas de promoção da Cibersegurança”. Exortou

Considerando a temática do evento, o Ministro dos Transportes e Comunicações, deixou ficar recomendações, designadamente, a necessidades de as empresas abraçarem a inovação tecnológica:  “Uma empresa que pretenda ser competitiva e relevante devera sempre apostar na inovação tecnológica e estar sempre atenta nas tecnologias emergentes”. Disse, acrescentando, entre outros,  aspectos como a melhoria da experiência  do cliente, a segurança e a privacidade dos dados, a cultura de agilidade e adaptabilidade, Mantenha a conformidade regulatória em foco:

“Mantenha-se atualizado com os desenvolvimentos regulatórios e garanta a conformidade com as leis e regulamentos aplicáveis. Estabeleça estruturas de governação sólidas, invista em funções de conformidade e priorize a gestão de riscos para mitigar potenciais riscos jurídicos e de reputação”, aconselhou Mateus Magala

 O Ministro dos Transportes e Comunicaçoes, disse que existe um enorme potencial que a transformação digital traz para que Moçambique seja um país competitivo.

“Para que essa transformação digital se concretize os serviços financeiros e de seguros deverão evoluir para permitir que o nosso povo possa ter acesso aos benefícios da transformação digital […] o Governo é um actor principal e como tal esta aqui para contribuir para esse sucesso mas o sector privado deve assumir a liderança”. Sublinhou.

Nessa perspectiva, disse que o sector dos Transportes e Comunicações encara a digitalização como um processo irreversível e determinante na reestruturação da economia e promoção da inclusão.

No sector financeiro, por exemplo, disse, o processo de digitalização está a prover soluções na ampliação do acesso aos serviços financeiros para a população, com a banca móvel a expandir-se de forma exponencial.

“Lançados em Janeiro de 2011,  os serviços de banca móvel em Moçambique já são usados por mais de 12 milhões de subscritores das três operadoras da rede móvel de telecomunicações do País.

“A expansão dos produtos da digitalização na área financeira está a servir de motor de desenvolvimento económico e melhoria da qualidade de vida dos usuários. Com a expansão dos produtos financeiros digitais Moçambique está a prover serviços bancários às populações historicamente excluídas do sistema financeiro”, disse Mateus Magala.

Sobre a área de seguros, o Ministro defendeu que a consciência sobre o papel dos serviços de seguro na resiliência e sustentabilidade não deve ser feita através de imposições legais. “Os agentes económicos precisam de ganhar consciência sobre a necessidade de aderir ao serviço de seguro do seu património e das suas actividades”, enfatizou.

Para ele, com o desenvolvimento e diversificação da economia, as seguradoras precisam de liderar este movimento de massificação do serviço de seguro.

“O país precisa de massificar os serviços de seguro de infra-estruturas, seguro de actividades de considerável risco como agricultura, pesca, industria entre outras”. Frisou

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