O Conselho de Administração (CA) do Fundo Monetário Internacional aprovou um desembolso imediato de 189 milhões de dólares para a Zâmbia após a primeira revisão de um programa de empréstimos de 1,3 mil milhões de dólares, informou o FMI na quinta-feira, 13 de Julho.

A reunião do CA do FMI ocorreu depois que o segundo maior produtor de cobre da África ter fechado um acordo no mês passado com alguns dos seus credores incluindo a China, para reformular cerca de US$ 6,3 mil milhões de dólares de sua dívida externa.

“A rápida finalização e assinatura do Memorando de Entendimento com o OCC (Comité Oficial de Credores) será importante”, disse a Directora-Geral do FMI, Kristalina Georgieva, em um comunicado.

“A implementação atempada deste acordo, juntamente com acordos com credores privados em termos comparáveis, deverá restaurar a sustentabilidade da dívida da Zâmbia a médio prazo”, acrescentou.

A Zâmbia foi o primeiro país africano a entrar em incumprimento da sua dívida soberana durante a pandemia de COVID-19 e enfrentou longos atrasos nas negociações de reestruturação.

O FMI afirmou que o desempenho da Zâmbia no âmbito do programa de apoio tinha sido forte e que todos os critérios quantitativos de desempenho para a primeira avaliação tinham sido cumpridos.

O Fundo vê agora a dívida pública total da Zâmbia a cair para 88,5% do produto interno bruto (PIB) até ao final de 2026, contra cerca de 110% do PIB no final deste ano.

Embora o crescimento económico da Zâmbia esteja projectado para moderar para 3,6% em 2023, espera-se que acelere para 4,3% em 2024 e se estabeleça em cerca de 5% ao ano no médio prazo, disse o FMI.

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