Governador do BM exorta a uma resposta colectiva e coordenada na segurança de dados

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  • Regra geral, a segurança da informação é fundamental para o sucesso e a sobrevivência das empresas no actual ambiente corporativo. Ao adoptar uma abordagem proactiva, investir em tecnologias e treinamentos, e estabelecer políticas de segurança robustas, as empresas podem reduzir o risco de violações de dados e fortalecer a confiança de clientes, parceiros e stakeholders.  

A segurança da informação deve ser encarada como um investimento estratégico, garantindo a continuidade e o crescimento sustentável dos negócios num mundo digital em constante evolução. 

É neste contexto que o Banco de Moçambique tem levado a cabo sessões anuais sobre a protecção e segurança de dados, envolvendo gestores e técnicos da área para uma abordagem mais profunda e na especialidade sobre a matéria.

Na abertura da 3.ª edição do Seminário do Departamento de Protecção e Segurança, o Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, disse esperar que o fórum contribui para a melhoria das competências profissionais dos que exercem essa função 

Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela

“O presente seminário realiza-se num contexto de grandes desafios para a área de protecção e segurança, pois é preocupação actual dos Bancos Centrais a identificação de mecanismos adequados e modernos para a protecção da integridade da informação, das pessoas, bens e património institucional”.

O Governador do Banco de Moçambique fez saber que desde a realização da 1.ª edição em Julho de 2019 o Departamento de Protecção e Segurança vem registando um crescimento assinalável e uma evolução na estrutura orgânica e funcional, dos mecanismos de coordenação, assim como do seu capital humano.

“É importante referir que, no capítulo da evolução da estrutura orgânica e com objectivo de assegurar melhor segregação das funções, foram criados a Divisão de Análise de Informação (DIAI), a Divisão de Segurança Cibernética (DISC), o Serviço de Gestão de Equipamento (SEG), o Serviço de Manutenção de Sistemas de Segurança Electrónica (SML), o Serviço de Supervisão dos Sistemas de Segurança Electrónica (SSL) e foi integrado o Serviço de Gestão de Transportes (SET), que outrora estava sob jurisdição do Departamento de Aprovisionamento e Património”.

Por outro lado, segundo Rogério Zandamela, o Departamento de Protecção e Segurança do Banco Central tem-se consolidado como uma Unidade de Estrutura unificada que actua em permanente coordenação, permitindo ultrapassar com sucesso, potenciais conflitos que derivem da dupla subordinação a que os Serviços de Protecção e Segurança das filiais estão sujeitos.

Zandamela apelou aos participantes da 3.ª edição do Seminário do Departamento de Protecção e Segurança para que produzam debates que se alinhem aos desafios da área de protecção e segurança no âmbito do Plano Estratégico para o triénio 2024-2026 que passam, essencialmente, pela modernização dos processos de trabalho nas várias componentes desta área. 

“Segurança é uma responsabilidade de todos os gestores e colaboradores do Banco, na medida em que as suas ameaças e riscos vão para além das fronteiras físicas e dos limites geográficos, o que requer uma resposta colectiva e coordenada”.

A 3.ª edição do Seminário do Departamento de Protecção e Segurança decorre em Chimoio, Província de Manica, da qual participam, directores, gestores técnicos da área de protecção e segurança e outros quadros do Banco Central.

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