Há disponibilidade de fundos para reabilitação das pontes no Niassa – Governo

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  • O Governo assegura a disponibilidade de fundos para financiar a reabilitação das pontes sobre o rio Lugenda, nos distritos de Mandimba e Majune, no Niassa, destruídas na passagem do ciclone Freddy, em Março do ano passado. 

A danificação destas infra-estruturas ameaçou interromper o tráfego rodoviário com as províncias de Nampula e Cabo Delgado. No distrito de Mandimba, os trabalhos consistirão na colocação de infra-estruturas de escoamento de águas nas duas margens da via que liga as cidades de Lichinga e Cuamba, incrementando assim a capacidade de descargas no sentido sul/norte. 

Sobre a reabilitação do troço de cerca de um quilómetro da Estrada Nacional Número 13 (N13), também afectado pelas inundações, a Administração Nacional de Estradas – ANE refere que o empreiteiro será conhecido até final do próximo mês. 

O tráfego rodoviário na N13 esteve interrompido por cerca de dez dias para dar lugar a trabalhos de emergência levados a cabo pelos empreiteiros da província do Niassa, consistindo na colocação de pedras para assegurar a ligação nas duas margens da ponte, arrasta- da pelo forte escoamento da água do rio Lugenda. 

Entretanto, Oreste  Zezela, delegado provincial da ANE, disse que a reparação de danos causados pelo impacto do Freddy, do lado do distrito de Majune, exigem um empreiteiro com capacidade técnica comprovada devido à complexidade dos trabalhos. 

“Um dos tabuleiros da ponte sofreu deslocamento de cerca de meio metro em relação a outros componentes da mesma estrutura e sua recolocação exige técnicas e equipamentos ajustados às exigências”, explicou Anotou que os pilares de suporte serão alvo de intervenção para o reforço da sua capacidade, que foi reduzida para salvaguardar a infra-estrutura e o trânsito de veículos.

O concurso para selecção do empreiteiro para execução dos trabalhos, que contam com o suporte financeiro do Governo com a comparticipação do Banco Mundial está em fase de tramitação e será um processo cuidadoso para assegurar a capacidade de execução das obras com a qualidade exigida.

Zezela afirmou que, as chuvas que se registam de forma intensa ao nível da região norte do Niassa, provocaram erosão, degradação nas bermas e plataforma das vias de acesso, numa extensão de 33 quilómetros, estando neste mo- mento intransitáveis. 

Afirmou que os empreiteiros locais foram mobilizados para reparar os danos que as chuvas estão a causar, com realce para os distritos de Lago, Maúa, Cuamba, Mecanhelas e Mavago, fustigados desde o início do ano. 

A ANE no Niassa prevê despesas de cerca de 67 milhões de meticais para financiar a manutenção de estradas classificadas durante a presente época chuvosa e ciclónica,

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