
HCB registou, em 2022, receitas acima 27 mil milhões de meticais.
Em ano de celebração do 15˚ aniversário da reversão da HCB para o Estado moçambicano, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa, teve um resultado operacional do exercício económico de 2022, acima de 27 mil milhões de meticais.
A HCB canalizou cerca de 2.700 milhões de meticais ao Estado em forma de fees de concessão, aproximadamente 5.100 milhões de meticais em forma de impostos e mais de 3.700 milhões de meticais de dividendos foram pagos aos acionistas da série A e B, valores acima da percentagem recomendada pelo estatutos da empresa.
Outro destaque o desempenho empresarial da HCB, em 2022, foi o alcance da produção de 15.753 GWh, que representa a melhor produção dos últimos cinco anos e corresponde a 5,09% acima do volume da produção hidroenergética alcançada em 2021.
Numa mensagem a propósito da divulgação dos resultados anuais da empresa, Presidente do Conselho de Administração da HCB, Boavida Muhambe, mencionou que “os bons resultados operacionais e financeiros da HCB são reflexo do desempenho do quadro de recursos humanos que, sob gestão da equipa da administração, tem sabido emprestar o seu saber e conhecimento”
O PCA da HCB foi particularmente elogioso ao capital humano da empresa, na sua mensagem, disse que o resultados que a empresa registou, “demonstram ainda a entrega abnegada dos recursos humanos ao trabalho, para que a empresa alcance os altos níveis de produção que muitos nos orgulham, num quadro em que os equipamentos demandam investimentos estratégicos para proceder a sua reabilitação e modernização, mormente a terceira fase da reabilitação da subestação do Songo, brown-field 3, e a segunda fase de reabilitação da central hidroeléctrica sul, Reabsul2”.
Para a HCB a concretização dos projectos acima mencionados irão melhorar os níveis de perfomance operacional, estender a vida útil dos activos de geração e conversão para mais 25 anos e ainda inconversão para mais de 25 anos e ainda incrementar a capacidade produtiva da central, dos actuais 2075MW para mais cerca de 5%, e dessa forma acrescer as actuais receitas do empreendimento hidroeléctico de Cahora Bassa no médio e longo prazos.
Destaques da comunicação do PCA da HCB, são as facilidades de crédito empréstimos, não soberanos, conseguidos pela empresa junto de instituições financeiras internacionais, designadamente, o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), no montante global de 225 milhões de euros que poderão ser desembolsados, parcial ou totalmente, se a empresa julgar necessário, durante a implementação do CAPEX vital.
“ Adicionalmente, a empresa vai beneficiar de uma subvenção da União Europeia, através da AFD, no valor de 22 milhões de euros, para a implementação de projectos de desenvolvimento.” Acrescentou o PCA
Boavida Muhambe esclareceu que a estratégia de financiamento aos projectos de reabilitação e modernização do empreendimento pressupõe o recurso a combinação de capitais próprios, e capitais alheios, onde serão priorizados os capitais que a empresa tem ao seu dispor, uma boa práctica de gestão. “Através deste modelo observam-se os benefícios consideráveis e minimizam-se os custos financeiros de financiamento”, frisou.
A HCB conta que durante a implementação dos projectos de desenvolvimento, a terceira fase da reabilitação da subestação do Songo, brown-field 3, e a segunda fase de reabilitação da central hidroeléctrica sul, Reabsul2, a produção poderá estar condicionada prevendo-se a redução momentânea nos índices de produção com impactos na faturação da empresa, sem contudo, afectar o cumprimento dos contratos de fornecimento de energia firme com os clientes EDM, Eskom, e ZESA.
“ Contudo, no médio prazo a HCB ira retomar a sua normal operação, ao mesmo tempo que a empresa estará a implementar projectos de expansão e diversificação do negócio para uma melhor sustentabilidade e consolidação e diversificação do negócio para uma melhor sustentabilidade e consolidação de Cahora Bassa, enquanto empreendimento estratégico nacional e regional.” Disse Boavida Muhambe.
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