
IEA Pode Libertar Mais Petróleo Das Reservas Estratégicas Para Conter Choque Nos Mercados
Agência Internacional de Energia diz que países membros ainda dispõem de mais de 1,4 mil milhões de barris em reservas de emergência, mesmo após a maior libertação de stocks da história.
- Países membros da IEA já aprovaram libertação recorde de 400 milhões de barris;
- Mesmo após a medida, reservas estratégicas continuam acima de 1,4 mil milhões de barris;
- Agência admite nova intervenção caso disrupções no mercado persistam;
- Conflito no Médio Oriente já provocou uma das maiores perturbações de oferta desde 1973.
Agência Internacional De Energia Mantém Opção De Nova Intervenção
A Agência Internacional de Energia (IEA) admitiu que poderá libertar mais petróleo das reservas estratégicas globais caso as perturbações nos mercados energéticos continuem a intensificar-se.
A posição foi expressa pelo director executivo da organização, Fatih Birol, que afirmou que os países membros da agência ainda dispõem de volumes significativos de petróleo armazenados para situações de emergência.
Segundo Birol, os países da IEA já acordaram a maior libertação de reservas da história, disponibilizando cerca de 400 milhões de barris de petróleo para o mercado internacional.
Apesar desta intervenção sem precedentes, o responsável assegurou que os níveis de reservas continuam elevados.
“Apesar desta enorme libertação, ainda temos muitos stocks. Quando esta operação estiver concluída, as reservas de emergência da IEA terão sido reduzidas apenas em cerca de 20%”, afirmou.
De acordo com o dirigente, os países membros da organização ainda mantêm mais de 1,4 mil milhões de barris de petróleo em reservas estratégicas, o que permite novas intervenções caso a situação no mercado energético global se agrave.
Petróleo Das Reservas Já Começa A Chegar Ao Mercado
Birol indicou que o petróleo libertado pelas reservas estratégicas já começou a chegar aos mercados internacionais, especialmente à região asiática, onde a procura energética permanece elevada.
A decisão de libertar os stocks foi tomada após uma escalada nos preços do petróleo provocada pela guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão, que desencadeou uma das maiores disrupções de oferta das últimas décadas.
Segundo a IEA, o volume de produção actualmente afectado pela crise energética já ultrapassa o nível registado durante o choque petrolífero de 1973, considerado um dos momentos mais críticos da história do mercado energético mundial.
Medida Ajuda A Estabilizar Mercado Mas Não Resolve Crise
O director da IEA sublinhou que a libertação de reservas estratégicas teve um efeito imediato de alívio nos mercados, ajudando a reduzir parte da pressão sobre os preços internacionais do petróleo.
Contudo, advertiu que a medida não constitui uma solução permanente para as perturbações no fornecimento energético global.
Mesmo que o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo e gás, seja reaberto rapidamente, a IEA estima que o comércio energético mundial poderá demorar algum tempo a recuperar totalmente.
A agência defende que a coordenação entre países produtores, consumidores e instituições internacionais será determinante para restaurar a estabilidade do mercado energético global.
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