
Investimento Em Moçambique Regista Queda Em 2024, Mas Mantém Diversidade Sectorial E Geográfica
Questões-Chave:
- Queda de 16,8% no volume total de investimento aprovado em 2024 face a 2023;
- Redução no número de projectos aprovados e no emprego directo previsto;
- Energia lidera em volume, Indústria em número de projectos;
- Província de Tete recebe mais de um terço do volume total de investimento aprovado;
- China, África do Sul e Gana destacam-se como principais países de origem do IDE.
O ano de 2024 registou uma queda no volume de investimentos aprovados em Moçambique, num cenário marcado pela retracção do Investimento Directo Estrangeiro e uma ligeira quebra no emprego projectado. No entanto, a diversificação sectorial e a amplitude territorial demonstram a resiliência do país como destino de investimento a médio prazo.
Em entrevista ao O.Económico, a Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX) revelou que aprovou, em 2024, um total de 237 projectos, equivalentes a 1,85 mil milhões de dólares americanos. Trata-se de uma redução de cerca de 16,8% face ao montante registado em 2023 (2,22 mil milhões), ano em que foram aprovados 277 projectos.
No plano do emprego, os projectos aprovados em 2024 previam a criação de 17.146 postos de trabalho para nacionais, um ligeiro recuo em relação aos 17.925 empregos previstos em 2023.
De acordo com os dados da APIEX, a nível geográfico, a Província de Maputo lidera em número de projectos (68), seguida pela Cidade de Maputo (46) e pela Província de Inhambane (40). Contudo, é a Província de Tete que se destaca em termos de volume, absorvendo 37,5% do investimento total aprovado, seguida por Maputo (20,8%) e Sofala (13,8%).
Perfil Sectorial
A Indústria lidera em número de iniciativas (76 projectos), mas é o sector de Energia que atraiu maior volume de capital (49,09%), refletindo a importância estratégica dos grandes projectos energéticos em curso e em preparação. Seguem-se os sectores de Transportes e Comunicações (19,64%) e Indústria (11,99%).
A proveniência do IDE confirma uma predominância de actores regionais e asiáticos, com destaque para a China (207,6 milhões USD), África do Sul (116 milhões USD) e Gana (49,5 milhões USD). Portugal figura entre os dez principais investidores, com 13 milhões de dólares, abaixo de países como Maurícias e Turquia.
O desempenho de 2024 revela um certo arrefecimento no fluxo global de investimentos para Moçambique, possivelmente relacionado com o ciclo político, o ambiente externo volátil e desafios internos de implementação. Ainda assim, o número e diversidade de projectos aprovados sugerem que o país mantém activos atractivos para investidores em sectores estruturantes.
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