Já foram exportadas mais de 200 mil toneladas desde que as autoridades decidiram pela livre exportação do feijão bóer – CTA

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Em conferência de imprensa e comunicado, a CTA – Confederação das Associações Económicas de Moçambique, começou por referir que tem “constatado a circulação de várias abordagens sobre o feijão bóer em Moçambique” e que intervém no assunto, na perspectiva de assumir um papel de mediação e pacificação entre as partes em conflito.

Recorda a CTA que, na sua qualidade de Entidade de Utilidade Pública, “sempre buscou uma solução benéfica para todos e, neste caso, a liberalização da exportação do feijão bóer.

“Este objectivo foi alcançado, tanto através do despacho do Tribunal Administrativo da Cidade de Maputo, bem como do despacho do Ministro da Economia e Finanças, Ernesto Max Tonela, que orientou ao Director Geral das Alfândegas a instruir aos serviços, com efeitos imediatos, O livre acesso às exportações de forma indiscriminada a todos os agentes económicos interessados”, tendo apelado a todos os operadores e exportadores a prosseguirem com às exportações, respeitando as normas vigentes.

Presidente da CTA, Agostinho Vuma.

A CTA afirma que, com base na sua observação no terreno, já foram exportadas para Índia mais de 200.000 toneladas de feijão bóer, tanto pelo Porto de Nacala assim como o da Beira. “Queremos esclarecer que, contrariamente ao que se tem propalado, já não há nenhum bloqueio para exportação de feijão bóer em Moçambique”, afirmou na conferência de imprensa o Presidente da CTA, Agostinho Vuma.

“A CTA concluiu, dos contactos e averiguações junto dos diversos operadores, que este processo decorre dentro da normalidade”. Acrescentou

A CTA observa que, entretanto, decorre em estâncias judiciais um litígio, envolvendo duas empresas intervenientes no processo de exportação do feijão bóer, por sinal, os maiores exportadores, e que resultou numa providência cautelar que impede a um destes operadores de efectuar as suas exportações, e que está a agir para aproximar as partes litigantes, diligência que afirma estar a registar avanços “quer naaproximação, quer, também, na resolução definitiva do diferendo entre elas para se minimizar os impactos reputacionais das mesmas no mercado internacional, incluindo um efeito negativo para a imagem do nosso País”.

Para a CTA é interessante verificar que os produtores locais do feijão bóer tiveram ganhos consideráveis na cadeia de produção, facto que permite afirmar que não está comprometida a satisfação desta componente social. Segundo a CTA, esta indicação decorre do facto de que o preço do feijão bóer dos produtores locais foi vendido a um preço recorde de 54 Meticais o quilograma, depois de ter começado a 12 Meticais.

“Portanto, estamos perante uma transferência clara de ganhos através desta que é a principal cultura de rendimento na Zambézia e a segunda cultura de rendimento em Nampula, abrangendo mais de 1 milhão de produtores”, sublinhou Agostinho Vuma.

“Aos produtores, apelamos para envidarem esforços no sentido de aumentarem a produção, a produtividade e contínua melhoria da qualidade dos seus produtos, de modo a assegurar a efectividade deste negócio lucrativo e benéfico para todos os envolvidos”. Afirmou o Presidente da CTA.

“A CTA apela, ainda, a todas as autoridades administrativas envolvidas a assegurarem, através de uma actuação isenta e responsável, o cumprimento escrupuloso das decisões emanadas pelo Tribunal Administrativo e pelo Ministro da Economia e Finanças, respeitante à salvaguarda dos interesses de todos os envolvidos na cadeia de valor de produção, comercialização e exportação desta commoditie agrícola”. Concluiu.

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