
Metais Preciosos Disparam Após Corte De Juros Da Fed, Com Ouro Em Máximo De Um Mês E Prata Em Recorde Histórico
- O ouro subiu para o nível mais alto em mais de um mês, impulsionado pela descida das taxas de juro nos EUA;
- A prata atingiu um máximo histórico, beneficiando de forte momentum e procura financeira;
- A queda do dólar norte-americano reforçou o apetite por metais preciosos;
- Platina e paládio acompanharam o movimento ascendente, com ganhos relevantes na semana.
Os mercados de metais preciosos encerraram a semana com ganhos expressivos, numa reacção directa ao corte de juros anunciado pela Reserva Federal dos Estados Unidos, que pressionou o dólar e reforçou a atractividade dos metais como activos de refúgio e instrumentos de protecção contra a inflação.
Ouro Reforça Estatuto De Activo De Refúgio
Na quinta-feira, o ouro registou uma valorização robusta, subindo cerca de 1,2% para 4.280 dólares por onça, atingindo o nível mais elevado em mais de um mês. Os futuros do ouro nos Estados Unidos fecharam com um ganho ainda mais acentuado, em torno de 2,1%, reflectindo um reposicionamento claro dos investidores após o anúncio do corte de juros.
A decisão da Reserva Federal de reduzir as taxas em 25 pontos base — o terceiro corte consecutivo — contribuiu para uma descida significativa do dólar, tornando o ouro mais atractivo para compradores internacionais. Num contexto em que a inflação permanece acima da meta de 2%, o ambiente de taxas mais baixas reforça o papel do ouro como activo de preservação de valor.
Prata Lidera Rally E Atinge Máximo Histórico
A prata foi o grande destaque da semana, com uma subida próxima de 4%, atingindo um máximo histórico em torno de 64,3 dólares por onça. O movimento foi impulsionado por um forte momentum de mercado, com a procura financeira a sobrepor-se, no curto prazo, às preocupações com a procura industrial.
Analistas sublinham que a prata tem funcionado como motor do actual rally, arrastando consigo outros metais preciosos e reforçando a percepção de um ciclo favorável para o complexo dos metais.
Platina E Paládio Beneficiam Do Momentum
Os metais do grupo da platina acompanharam o movimento positivo. A platina valorizou cerca de 2,5%, aproximando-se dos 1.700 dólares por onça, enquanto o paládio subiu em torno de 1,1%, para níveis próximos de 1.493 dólares por onça.
Apesar das fragilidades estruturais associadas à indústria automóvel, estes metais beneficiaram do contexto monetário mais acomodatício e do fluxo de capitais para activos reais.
Política Monetária E Dólar No Centro Da Dinâmica
O comportamento dos metais preciosos esteve fortemente condicionado pela reacção dos mercados à política monetária norte-americana. A combinação entre taxas de juro mais baixas, inflação ainda elevada e enfraquecimento do dólar criou um ambiente particularmente favorável aos metais não remunerados.
A atenção dos investidores desloca-se agora para os dados do emprego nos Estados Unidos, cuja divulgação está prevista para a próxima semana, e que poderão influenciar a trajectória futura das decisões da Reserva Federal.
Posição Actual E Perspectivas
À data de 12 de Dezembro de 2025, os metais preciosos encontram-se numa fase de forte valorização, com o ouro a consolidar o seu papel defensivo e a prata a assumir um protagonismo acrescido. No curto prazo, o mercado deverá manter-se sensível a dados macroeconómicos, especialmente os relacionados com o emprego e a inflação, bem como à evolução do discurso da política monetária.
Com o ouro em máximos de várias semanas e a prata em níveis recorde, os metais preciosos encerram a semana num ambiente claramente favorável, sustentado por política monetária acomodatícia, dólar mais fraco e uma procura renovada por activos de refúgio num contexto global ainda marcado por incerteza.
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