• Orçado em 30 milhões de dólares, fundos próprios do CFM, o ramal Dona Ana-Vila Nova de Fronteira, que vai dar aceso ao Malawi, é parte da Linha férrea de Sena, espinha dorsal da Região Centro do País e do Vale do Zambeze.

A empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) poderá introduzir, brevemente, um comboio de passageiros ligando Cuamba, província de Niassa à Liwonde, Sul do Malawi.

Para o efeito, estudos de viabilidade estão em curso para apurar a rentabilidade da nova rota, que não só vai facilitar a movimentação de pessoas e bens, mas também as trocas comerciais entre os dois países.

As condições para a introdução de transporte de passageiros a partir de Cuamba até Entre-Lagos com destino à Liwonde, no Malawi, estão criadas, pois os dois países já estão ligados por via ferroviária, estando neste momento em circulação comboios de carga.

Em entrevista à RM, citado pelo diário “Noticias”, o PCA dos CFM, Miguel Matabel, disse igualmente estar em estudo o início da circulação de comboios de passageiros na linha Nacala-Malawi, sendo determinantes para tal, o fluxo de passageiros e a disponibilidade da linha.

Entretanto, segundo o “Noticias”, Miguel Matabel afirma serem remotas as possibilidades de introdução de um comboio de passageiros ligando Moatize na província de Tete a Malawi, através da linha de Nacala.

Sabe-se que além do corredor de Nacala que liga Moçambique e Malawi está igualmente em construção a linha férrea que vai ligar a vila nova da fronteira, em Mutarara a Malawi, cujas obras já estão concluídas do lado moçambicano.

Malawi e Moçambique poderão retomar, este ano, o transporte de carga diversa via linha férrea da Vila Nova de Fronteira em Mutarara província de Tete, partindo do Porto da Beira, volvidos 37 anos de paralisação.

Este feito pode ser alcançado ainda este ano, a avaliar pelo ritmo das obras de reconstrução dos 72 quilómetros da linha férrea, que liga  Mutarara, em Moçambique, à Nsanje, no Malawi.

Numa primeira fase, os comboios de carga partindo do porto da Beira, irão até Marka, onde farão o descarregamento no porto seco que já está em construção.

Deste ponto, a carga será transportada por camiões até à cidade comercial de Blantyre, num percurso de cerca de 200 quilómetros, encurtando assim a distância de 900 quilómetros, que é percorrida via Tete-Chimoio, até à cidade da Beira.

Para o presidente do Conselho de Administração dos CFM, Miguel Matabel, este é um marco histórico na relação bilateral entre Moçambique e Malawi, pois carimba uma nova etapa de trocas comerciais entre os dois países.

Matabel afirma que a entrada em funcionamento desta linha ferroviária, além de garantir um encaixe financeiro para os dois países, vai reduzir os custos de transporte e por conseguinte baixar os preços, ao longo do corredor e no Malawi.

Orçado em 30 milhões de dólares, fundos próprios do CFM, o ramal Dona Ana-Vila Nova de Fronteira que vai dar aceso ao Malawi, é parte da Linha férrea de Sena, espinha dorsal da Região Centro do País e do Vale do Zambeze.

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