Moçambique inicia hoje missão diplomática mais representativa da sua história

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Moçambique inicia, hoje, em Nova Iorque, Estados Unidos da América, aquela que é considerada como sendo a mais representativa missão diplomática internacional, ao assumir o seu mandato de dois anos no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, para o biénio 2023-2024, onde espera contribuir para a edificação de um mundo mais pacífico, harmonioso e próspero.

Numa Comunicação a nação a propósito, o Presidente da República, Filipe Nyusi, reafirmou a determinação do País em a usar o assento para defender e transmitir a sua experiência na construção da paz no mundo.

Filipe Nyusi realça o facto de Moçambique iniciar o mandato num contexto de fortes desafios internacionais, caracterizado pelo retorno à competição estratégica à escala global e o recrudescimento de ameaças à paz e segurança internacional.

 “A agenda do Conselho de Segurança é intensa e complexa. Os temas e tópicos que propusemos são prementes, nomeadamente, a promoção da paz internacional, com destaque para a paz no nosso continente; o nexo entre o clima, paz e segurança; o papel da mulher e dos jovens na manutenção da paz; o combate ao terrorismo e outros males que ameaçam a paz e segurança internacionais e a procura de um maior espaço para os países em desenvolvimento nas decisões internacionais através da reforma das instituições multilaterais “, disse.

Conforme adiantou o Presidente da República, durante o seu mandato, Moçambique vai defender assuntos muito urgentes, como a promoção da paz internacional, o nexo entre o clima, paz e segurança, o papel da mulher e dos jovens na manutenção da paz e o combate ao terrorismo e outros males que ameaçam a paz e segurança internacionais. E tentar-se-á, através de reformas das instituições multilaterais, encontrar um espaço maior para os países em desenvolvimento nas decisões internacionais.

Depreendendo-se se ser a estratégia do País no exercício do mandato que acaba de assumir, pelo qual foi eleito, a 9 de Junho passado, membro não-permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas para o biénio, 2023-2024, com vista ao alcance dos objectivos estabelecidos, segundo o Chefe de Estado, o País contará com equipas constituídas por homens e mulheres com valências nos diversos sectores, estatais e não estatais, academia e sociedade civil, capazes de assegurar uma eficiente articulação interna ou externa.

As referidas equipas encontram-se, segundo o Presidente da República, espalhadas por diversos cantos do mundo, com destaque para Maputo e para as representações em Nova Iorque, Addis Abeba e Genebra.

“Empenhar-nos-emos, incondicional e afincadamente, a influenciar os demais membros daquele órgão a apostar no multilateralismo no sentido de viabilizar os processos apreciados pelo Conselho de Segurança”, asseverou Filipe Nyusi.