
Moza Banco Reforça a Solidez e Recupera Confiança com Crescimento Sustentado e Base Nacional Robusta
Destaques
- Base de clientes duplicou entre 2020 e 2024, ultrapassando os 268 mil
- Depósitos cresceram de 35 para 50 mil milhões de meticais
- Banco encerrou 2024 com 1,2 mil milhões MT de resultado bruto por acção
- Em 2025, primeiros resultados já mostram lucro líquido e crescimento histórico em novos clientes
- Estratégia de consolidação até 2026 reforça sustentabilidade operacional
O Moza registou evolução sólida da base de clientes e depósitos nos últimos quatro anos, sustentando uma estrutura de capital estável e uma gestão de proximidade ancorada em decisões tomadas em Moçambique.
Apesar de ter encerrado 2024 com um resultado líquido negativo, o Moza Banco demonstra sinais de recuperação sólida e mantém indicadores estruturais saudáveis. Com uma base de clientes em expansão, crescimento expressivo de depósitos e um corpo executivo moçambicano, o banco sustenta a sua trajectória com disciplina de gestão, proximidade com o mercado e visão de consolidação estratégica até 2026.
Nos últimos quatro anos, o Moza Banco protagonizou um processo de reconfiguração interna que permitiu duplicar a sua base de clientes — de 128 mil em 2020 para 268 mil em 2024 — e aumentar os depósitos de 35 mil milhões para 50 mil milhões de meticais. Estes números foram revelados por Manuel Soares, Presidente da Comissão Executiva, durante a entrevista concedida ao Semanário Económico.
Segundo o gestor, este crescimento foi alcançado com base num modelo de proximidade com o cliente, melhoria da experiência bancária e reforço da rede de canais. O banco manteve também uma política prudente de crédito e uma abordagem equilibrada à gestão de risco, o que garantiu solidez financeira mesmo num ano marcado por desafios externos.
Em 2024, o banco registou 1,2 mil milhões de meticais em resultado bruto por acção, representando uma taxa média de crescimento anual superior a 20% desde 2020. No entanto, o exercício foi impactado negativamente por três factores: imparidades adicionais devido ao downgrade do rating soberano, destruição de activos por vandalismo em ATMs e agências, e reforço de provisões associadas a eventos não recorrentes.
“Essas imparidades funcionam como reservas técnicas. Se a classificação da República melhorar, parte significativa poderá ser revertida”, afirmou Soares.
Já em 2025, os primeiros sinais são positivos. O banco registou, em Março, o maior número de novas contas abertas num só mês em toda a sua história: mais de 5.000. No total, foram captados quase 11.500 novos clientes apenas no primeiro trimestre do ano, o que confirma uma recuperação da confiança e da dinâmica comercial.
Com uma estrutura de capital dominada por accionistas moçambicanos e uma Comissão Executiva integralmente nacional, o Moza diferencia-se por operar com decisões tomadas localmente, o que garante maior agilidade e sensibilidade ao contexto doméstico. Para Manuel Soares, a independência económica do país também passa por robustecer a presença de bancos de capital nacional no sistema financeiro.
“Não temos nenhuma instância fora de Moçambique que nos diga o que fazer. E isso faz toda a diferença em tempos de incerteza”, destacou.
A visão estratégica do banco para o horizonte 2026 está centrada na consolidação: reforçar capital, maturar o modelo de negócios, concluir a modernização operacional e aprofundar a sustentabilidade da carteira de crédito. Só depois disso, indicou o CEO, poderá estar na mesa um plano de expansão regional.
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