
Pesquisa Nacional Aponta Seguro de Saúde e Bem-Estar Como Benefícios Determinantes Para Atrair Talentos em Moçambique
Estudo da Tempos Global Group revela que organização que queira ser competitiva precisa investir em seguros de saúde mais robustos, programas de bem-estar consistentes e oportunidades reais de desenvolvimento profissional.
- O seguro de saúde consolida-se como o principal benefício valorizado pelos colaboradores;
- A adopção de programas de bem-estar cresce e tende a atingir 70% das organizações em 2026;
- As empresas procuram estruturar planos de carreira e investir em desenvolvimento profissional;
- A inteligência artificial tem uso ainda limitado em processos de RH, com apenas 32% de adopção;
- Diferenças significativas surgem entre sectores quanto à implementação efectiva de benefícios;
- Organizações de grande e médio porte continuam a definir tendências de políticas de capital humano;
- Equilíbrio entre vida profissional e pessoal torna-se factor determinante para atratividade organizacional.
A Tempos Global Group apresentou os resultados da 5.ª edição da Pesquisa Nacional de Benefícios e Gestão do Capital Humano, confirmando que a atratividade das organizações em Moçambique depende cada vez mais da robustez dos seguros de saúde, da diversidade dos programas de bem-estar e das oportunidades reais de desenvolvimento profissional. Segundo Eugénio Magombe, líder da equipa de projectos da Tempos, mesmo perante restrições orçamentais, as organizações têm procurado valorizar o colaborador como activo estratégico e diferenciar-se num mercado de trabalho competitivo.
Seguro de Saúde Torna-se o Critério de Referência Para Atrair Talentos
A pesquisa confirma que o seguro de saúde continua a ser o benefício mais procurado pelos colaboradores, independentemente do sector económico. Eugénio Magombe destacou que “o que diferencia uma organização da outra é a abrangência e a robustez do pacote”. Esta tendência é particularmente forte entre empresas de grande porte, que reforçam constantemente os seus programas de saúde como forma de atrair e reter talento qualificado.
Os benefícios financeiros tradicionais – como 13.º salário, empréstimos pessoais e fundos de pensão – mantêm relevância, mas o seguro de saúde assume hoje um papel central na percepção de valor por parte dos trabalhadores.
Bem-Estar Corporativo Regista Crescimento e Ganha Peso Estratégico
A edição 2025 do estudo mostra um crescimento expressivo das iniciativas de bem-estar nas organizações. Se em 2023 apenas 51% das empresas ofereciam estes programas, em 2025 o número subiu para 59%, com expectativas de alcançar 70% em 2026.
Magombe destaca que as organizações procuram “programas variados, não apenas um benefício isolado”, reforçando a importância da saúde física e mental para prevenir burnout e aumentar o engajamento. Actividades como yoga, meditação, ginástica laboral e políticas de horários flexíveis estão a tornar-se comuns no mercado nacional.
Desenvolvimento Profissional: O Pilar Que Ainda Enfrenta Lacunas
A pesquisa revela que o desenvolvimento profissional é valorizado por organizações e colaboradores, mas ainda carece de investimento estruturado. Embora 44% das organizações analisadas sejam de grande porte e possuam planos de carreira formalizados, 56% continuam sem orçamento dedicado à formação.
Segundo Magombe, cresce a procura por planos de carreira e programas de desenvolvimento individual para todas as funções. As empresas procuram alinhar competências, expectativas e trajectórias profissionais de forma mais estratégica.
Uso de Inteligência Artificial em RH Ainda é Reduzido
O estudo demonstra que a inteligência artificial ainda tem adopção limitada na função de recursos humanos. Apenas 32% das organizações utilizam IA, sobretudo para triagem de currículos e apoio ao recrutamento. A maioria ainda se encontra em fase de estudo, análise de viabilidade ou definição de processos.
Apesar disso, o interesse em ferramentas digitais e inteligência artificial está a crescer, especialmente entre empresas com operações mais complexas.
Tendências Sectoriais e Impacto do Abrandamento Económico
O ambiente económico mais desafiante tem levado muitas organizações a ajustarem prioridades, mas não a reduzirem a importância da proposta de valor ao colaborador. Magombe observa que, mesmo com limitações orçamentais, sectores menos robustos procuram alternativas de baixo custo mas de alto impacto para aumentar atratividade interna.
Organizações de grande porte, por sua vez, continuam a actuar como definidoras de tendências, implementando políticas inovadoras e mantendo benchmarks elevados de capital humano.
A 5.ª edição da Pesquisa Nacional de Benefícios e Gestão do Capital Humano demonstra que o futuro da gestão de pessoas em Moçambique será determinado pela capacidade das organizações de combinarem benefícios sólidos, programas de bem-estar consistentes e trajectórias de desenvolvimento profissional claras. O fortalecimento estratégico destes pilares poderá garantir maior competitividade, retenção de talentos e resiliência empresarial, mesmo em contextos económicos desafiantes.
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