• Uma acção climática ambiciosa é mais importante do que nunca.
  • Há que avançar com a transição verde como parte da recuperação económica e estratégias de crescimento inclusivas, enquanto se esforça por amortecer os impactos económicos sobre os mais vulneráveis.

Na sua 8ª Reunião Ministerial, na qual, pela primeira vez, Moçambique participou, representado pelo Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, os Co-Presidentes da Coligação dos Ministros das Finanças para a Acção Climática observaram que as perspectivas económicas globais são incertas devido às consequências da invasão russa à Ucrânia e à crescente frequência e custo das catástrofes naturais. O Fórum, admitiu que embora os países enfrentem um risco potencial de recuar nos objectivos climáticos sob pressão dos actuais desafios macroeconómicos, uma acção climática ambiciosa é mais importante do que nunca.

Os Ministros sublinharam a necessidade de se avançar com a transição verde como parte da sua recuperação económica e estratégias de crescimento inclusivas, enquanto se esforçam por amortecer os impactos económicos sobre os mais vulneráveis.

Como parte das reuniões anuais de 2022 do Fundo Monetário Internacional e do Grupo Banco Mundial, a Coligação de Ministros das Finanças para a Acção Climática,  na sua sua 8ª Reunião Ministerial, realizada a 12 de Outubro,  sob a Co-Presidência Annika Saarikko, Ministra das Finanças da Finlândia, e Sri Mulyani Indrawati, Ministro das Finanças da Indonésia, observou que as perspectivas económicas globais são incertas, em virtude de a recuperação da economia global estar a enfrentar um grande revés como resultado da invasão russa à Ucrânia e da crescente frequência e custo das catástrofes naturais.

Embora os países membros da Coligação tenham reconhecido o risco potencial de um eventual recuo nos objectivos climáticos sob pressão dos actuais desafios macroeconómicos, sublinharam, no entanto,  que a acção concertada e acelerada em matéria de clima é mais importante do que nunca. A este respeito, os Ministros das Finanças sublinharam a necessidade de avançar com a transição verde como parte da sua recuperação económica e estratégias de crescimento inclusivas, ao mesmo tempo que se esforçam por amortecer os impactos económicos sobre os mais vulneráveis.

“A transição verde adquiriu novas dimensões, para além da luta contra as alterações climáticas. Ao afastarmo-nos dos combustíveis fósseis, reduzimos a nossa dependência dos países que produzem energia de origem fóssil. Ao mesmo tempo, evitamos choques causados pelos mercados energéticos à nossa economia, tais como o que estamos agora a sofrer. Através da transição verde, estaremos melhor equipados para lidar com este tipo de crise e proteger a estabilidade das nossas sociedades”, disse Annika Saarikko, Ministra das Finanças da Finlândia e Co-Presidente da Coligação dos Ministros das Finanças para a Acção Climática.

Na reunião, os Ministros centraram a sua atenção nos aspectos económicos e financeiros da transição verde, discutindo ideias para abordagens políticas eficazes e partilha de experiências sobre a superação dos desafios relacionados com a transição energética.

Salientou a Coligacao, que os ministérios das finanças têm um papel fundamental a desempenhar no apoio à transição verde – incluindo a transição para uma energia mais limpa – ao mesmo tempo que consideram as circunstâncias únicas e específicas de cada país.

“O nosso mundo hoje é diferente do que era quando começámos a Coligação de Ministros das Finanças para a Acção Climática há quatro anos. Os eventos climáticos extremos estão a ocorrer com mais frequência e a subida do nível do mar devido ao aquecimento global poderá em breve ter impacto em 600 milhões de pessoas que vivem em zonas costeiras. Ao mesmo tempo, enfrentamos custos energéticos mais elevados, condições de financiamento mais rigorosas, e espaço fiscal mais limitado, ao mesmo tempo que gerimos a recuperação económica pós-pandémica. Evitar os piores cenários climáticos exige coordenação global na provisão de instrumentos certos, incluindo a disponibilidade de financiamento de transição”, disse Sri Mulyani Indrawati, Ministro das Finanças da Indonésia e Co-Presidente da Coligação dos Ministros das Finanças para a Acção Climática”.

Os Membros da Coligação também sublinharam a importância de uma cooperação contínua com os seus 25 parceiros institucionais e com outros organismos multilaterais, e deram as boas-vindas a sete novos países membros, designadamente,  Austrália, Camarões, Djibuti, Iraque, Cazaquistão, Moçambique e Singapura, que aderiram à Coligação desde a 7ª Reunião Ministerial em Abril de 2022, levando a adesão da Coligação a 78 países.

A Coligação, criada em Abril de 2019, é um grupo de Ministérios das Finanças que colabora em estratégias para integrar o clima nas políticas económicas e financeiras. Os 78 países membros da Coligação representam diferentes regiões geográficas e níveis de desenvolvimento económico, e representam colectivamente cerca de 39% das emissões globais de carbono e 66% do PIB mundial (com base em dados de 2020).

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