“Prime rate” mantém-se em Setembro em máximos de cinco anos

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A taxa de juro de referência (‘prime rate’) para as operações de crédito em Moçambique vai permanecer em setembro, pelo terceiro mês consecutivo, em 24,10%, anunciou a Associação Moçambicana de Bancos (AMB), em máximos de cinco anos.

Desde 2018 que a ‘prime rate’ estava em queda, até a um mínimo de 15,5% em fevereiro de 2021, altura em que a tendência se inverteu e a taxa começou a subir até atingir 23,5% desde abril, e depois para 24,10% desde julho.

Os aumentos da ‘prime rate’ têm estado associados à subida da taxa de juro de política monetária (taxa MIMO, que influencia a fórmula de cálculo da ‘prime rate’) pelo banco central, por forma a controlar a inflação.

Nesse mesmo sentido, o banco central moçambicano manteve no final de julho a taxa MIMO em 17,25%, o mesmo acontecendo com as reservas obrigatórias exigidas aos bancos comerciais.

A criação da ‘prime rate’ foi acordada em 2017 entre o banco central e a AMB para eliminar a proliferação de taxas de referência no custo do dinheiro.

Na altura, foi lançada com um valor de 27,75%.

O objectivo é que todas as operações de crédito sejam baseadas numa taxa única, “acrescida de uma margem (‘spread’), que será adicionada ou subtraída à ‘prime rate’ mediante a análise de risco” de cada contracto, explicam os promotores.

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