RD Congo ambiciona usar os portos de Nacala e Beira para exportações e importações

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  • A República Democrática do Congo – RDC poderá usar os portos moçambicanos de Nacala e Beira, nas províncias de Nampula e Sofala, respectivamente, para exportar e importar mercadorias diversas. 

Para o efeito, segundo a Rádio Moçambique, citada pelo “Notícias”, os dois governos buscam consensos políticos que, a posterior, vão avançar para a componente económica e financeira, virada para a viabilização da iniciativa. 

A informação foi partilhada pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuel Gonçalves, no final do banquete de Estado oferecido pelo Presidente da RDC, Félix Tshisekedi, aos convidados da cerimónia de tomada de posse para o seu segundo mandato. 

Gonçalves, que representou o Chefe de Estado moçambicano na investidura de Tshisekedi, afirmou que a reabilitação do Corredor de Nacala tornou a ferrovia mais célere e terá no porto uma referência na África Austral. 

“Temos dois corredores e podem bem servir a RDC. Estamos a falar do Corredor da Beira e o de Nacala, que recentemente foi reabilitado”, disse.

Manuel Gonçalves, Vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperaçã

Explicou, porém, que se trata de uma área que ainda está em debate no nível político para ver como se pode maximizar e tirar proveito da iniciativa.

“Portanto, a vontade política existe, falta materializar. Podemos ver em que momento vamos realizar isso para a operacionalização dessa vontade política que existe”, afirmou o vice-ministro.

Noutra perspectiva, Gonçalves reconheceu que o nível de cooperação entre Moçambique e a RDC justifica a abertura de uma representação diplomática na capital Kinshasa, mas que o facto não depende apenas de vontade política. 

“Nós temos abertas algumas embaixadas, mas muitas vezes temos que avaliar o custo-benefício, o que significa abrir uma embaixada? Muitas vezes, não temos feito contenção, no sentido de ver quanto custa e qual é o benefício que vamos ter. Mesmo as embaixadas que nós temos nesse momento exigem um grande esforço para sustentar essas missões diplomáticas”, afirmou.

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