Receitas da Ethiopian Airlines aumentam 79% e o lucro atinge 937 milhões de dólares

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São invejáveis os resultados da Ethiopian Airlines, a companhia de bandeira deste pais do Corno de Africa, que continua a registar um desempenho financeiro impressionante, apesar dos contraventos sentidos pelos seus concorrentes.

A companhia aérea estatal gerou totais na ordem de 5 mil milhões de dólares e um lucro de 937 milhões de dólares, revela o relatório financeiro da companhia recentemente publicado.

A companhia aérea foi criada há mais de 70 anos e a ser líder na indústria aeronáutica africana, numa altura em que a maioria das companhias aéreas africanas enfrentam severos contraventos no meio de ambientes operacionais difíceis, a Ethiopian Airlines, contudo, tem estado a desfrutar de um excepcional desempenho operacional e financeiro.

A companhia aérea registou um crescimento de 79% das receitas para o seu ano fiscal terminado a 30 de Julho, e os lucros aumentaram em 90%, de acordo com um tweet de Mamo Mihretu, o CEO da Ethiopian Investment Holdings.

De acordo Mihretu, a companhia aérea estatal “registou um crescimento de receitas de 5 mil milhões de dólares neste ano financeiro, um crescimento de 79% em relação ao ano passado. O lucro cresceu 90%, atingindo 937 milhões de dólares, apesar do agravamento das perspectivas económicas globais, aumento do custo do combustível, pandemia global”, citado pela Business Insider Africa.  

A fonte refere que a Ethiopian Airlines transportou mais de 6 milhões de passageiros internacionais durante o período em análise.

Criada em 1945, a Ethiopian Airlines é uma das companhias aéreas mais antigas mas mais fiáveis de África. Tem permanecido também uma das mais rentáveis, especialmente desde a pandemia que perturbou as viagens globais e a recente crise energética global que provocou a subida em flecha do preço do combustível da aviação.

Recorde-se que um dos concorrentes da Ethiopian Airlines, a Kenya Airways, tinha registado um prejuízo de 82,4 milhões de dólares no seu último semestre fiscal, que terminou em Junho de 2022, prosseguindo com o registo de perdas que dura a mais de nove anos consecutivos, desde 2012, mesmo quando, agora, depende de empréstimos e de salvamentos governamentais para se sustentar.

Uma previsão recente da International Air Transport Association (IATA) aponta para perdas líquidas na ordem dos 700 milhões de dólares em 2022 para as companhias aéreas africanas.

Recorde-se que as companhias aéreas africanas registaram uma perda de receitas de 8,6 mil milhões de dólares em 2021 e que, anteriormente, tinham reportado uma espantosa perda de receitas de 10,21 mil milhões de dólares em 2020.

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