
Riscos e incertezas determinam agravamento do custo de crédito
_Numa postura mais restritiva, visando o controlo da inflação a curto e médio prazo, abaixo da meta de um dígito, o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique procedeu a um agravamento da taxa de juro de política monetária (taxa MIMO) em 200 pontos base, para 15,25%.
A decisão foi anunciada esta quarta-feira, 30/03, pelo Governador do Banco de Moçambique Rogério Zandamela, e resulta da “substancial revisão em alta das perspectivas de inflação para o curto e médio prazo”, reflectindo a materialização e agravamento de alguns riscos, com destaque para a escalada do conflito geopolítico na Europa e a ocorrência de desastres naturais na região centro e norte.
Trata-se da primeira alteração após aproximadamente um ano desde que a referida taxa sofreu um aumento sem precedentes, em 300 pontos base, para 13,25% em Janeiro de 2021, devido ao agravamento dos riscos inflacionários com pressões para desvalorização do Metical.
Apesar de representar um novo agravamento no actual custo do financiamento na economia, nota o BM, a medida deverá permitir o início de um “processo gradual de transição para taxas de juro de um dígito no médio e longo prazo, num contexto de retoma do programa com o Fundo Monetário Internacional e de execução dos projectos de gás natural”.
No que diz respeito as perspectivas sobre o desempenho da economia, mantêm-se as previsões de recuperação da actividade económica ao longo no ano em curso, apoiadas, fundamentalmente, no relaxamento das medidas restritivas para a contenção da COVID-19, e da execução dos projectos energéticos em Inhambane e na bacia do Rovuma, num contexto de retoma do programa dos ajustamentos.
















