
Sasol injecta mais de 50 milhões de dólares na economia social e local de Moçambique em cinco anos
A empresa Sasol consolidou-se como um dos principais actores do desenvolvimento socioeconómico de Moçambique, combinando a exploração de gás natural com acções significativas nas áreas de investimento social, formação de capital humano, promoção do conteúdo local e pagamento de impostos.
Entre 2020 e 2025, a multinacional injectou mais de 50 milhões de dólares americanos em iniciativas de impacto directo nas comunidades dos distritos de Govuro, Inhassoro e Vilankulo, na província de Inhambane. Os dados foram partilhados na actualização anual com os media, onde a empresa apresentou os principais avanços nos seus compromissos fiscais, industriais, sociais e de governação inclusiva.
Impostos e royalties: mais de 38 mil milhões de meticais para o Estado
Nos últimos dez anos, a Sasol pagou ao Estado moçambicano cerca de 38,4 mil milhões de meticais em impostos, o que equivale a uma média anual de 3,8 mil milhões. Estes valores incluem IRPC, IRPS, IVA e Royalties, sendo que parte dos royalties é paga em espécie, através do fornecimento directo de gás natural.
Além disso, a empresa cumpre com a derivação fiscal de 2,75% dos royalties para os distritos de origem da produção, como Pande e Temane. Entre 2022 e 2024, os montantes derivados ultrapassaram os 85 milhões de meticais por ano, direccionados a projectos de desenvolvimento comunitário.
Energia e industrialização: gás moçambicano ao serviço do consumo interno
Com os blocos de Pande, Temane e o novo projecto PSA, a Sasol tem promovido a monetização do gás natural para uso interno. A Central Térmica de Temane já se encontra operacional e contribuirá para a geração de 450 MW, enquanto a unidade de produção de GPL permitirá fabricar 30 mil toneladas de gás de cozinha por ano, reforçando a soberania energética nacional.
Mais de 30 empresas industriais e comerciais do Grande Maputo já utilizam gás fornecido pela Sasol, impactando positivamente a sua competitividade, previsibilidade de custos e sustentabilidade energética.
ADL: uma abordagem de governação partilhada e impacto local
Os Acordos de Desenvolvimento Local (ADL) da Sasol são amplamente reconhecidos como modelo de governação tripartida, com envolvimento directo das comunidades, governo e parceiros privados. Actualmente, dois acordos estão em vigor nos distritos de Govuro e Inhassoro, com um pacote de financiamento de 20 milhões de dólares (Sasol 70%, IFC 5%, CMH 25%).
Nos últimos cinco anos, a Sasol investiu, para além dos ADL, outros cerca de 30 milhões de dólares, perfazendo um total de USD 50 milhões em acções de responsabilidade social corporativa. Não estão incluídos nesta cifra diversos projectos ainda em curso.
Para o ciclo AF26–AF30, a proposta da empresa prevê USD 40 milhões adicionais, cobrindo 70 comunidades, com foco em:
- Geração de rendimento (“Bridge-to-Work”);
- Acesso à água potável e saneamento;
- Construção e reabilitação de escolas, centros de saúde e espaços desportivos;
- Electrificação rural;
- Formação técnica e liderança comunitária.
Capital humano e conteúdo local como pilares estratégicos
Actualmente, 99% dos trabalhadores da Sasol Petroleum Temane são moçambicanos, com crescente protagonismo de quadros nacionais em posições técnicas e de gestão. A empresa prevê, até 2026, a substituição total de técnicos estrangeiros no projecto PSA, consolidando a nacionalização das operações.
No que diz respeito ao conteúdo local, os resultados são expressivos:
- 74% das aquisições da Sasol em 2024 foram feitas a empresas nacionais, representando mais de USD 45 milhões;
- 178 PME moçambicanas beneficiaram de acções de capacitação em gestão, qualidade e segurança;
- Estão em vigor linhas de financiamento específicas para PME, em parceria com o BCI e programas de crédito ligados ao gás natural veicular (GNV);
- Aposta firme no capital humano com 57 bolsas internacionais, apoio ao mestrado em hidrocarbonetos da UEM e financiamento contínuo do Centro de Formação Profissional de Inhassoro.
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