
UNCTAD: países em desenvolvimento precisam de investimentos em energia renovável de cerca de US$ 1,7 biliões de dólares anualmente
- Alívio da dívida é urgente para dar aos países em desenvolvimento espaço orçamental para fazerem os investimentos necessários para uma transição para energias limpas;
- É preciso apoio urgente aos países em desenvolvimento para atrair investimentos maciços em energias limpa;
- Os países em desenvolvimento precisam de investimentos em energia renovável de cerca de US$ 1,7 biliões de dólares anualmente, mas atraíram investimento estrangeiro directo em energia limpa no valor de apenas US$ 544 mil milhões de dólares em 2022;
- O alívio da dívida é urgente para dar aos países em desenvolvimento espaço orçamental para fazerem os investimentos necessários para uma transição para energias limpas e para atrair investimento privado internacional através da redução das classificações de risco dos países;
- Os países em desenvolvimento enfrentam uma lacuna de investimento de US$ 2 biliões de dólares anuais para a transição energética, de uma lacuna de financiamento anual de US$ 4 biliões de dólares para os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.
A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD – sigla em inglês) apelou ontem, 05/07, a um apoio urgente aos países em desenvolvimento, a fim de lhes permitir atrair significativamente mais investimento para a sua transição para as energias limpas.
O Relatório de Investimento Mundial 2023 da UNCTAD, mostra que grande parte do crescimento do investimento internacional em energias renováveis, que quase triplicou desde a adopção do Acordo de Paris em 2015, se concentrou nos países desenvolvidos.
Os países em desenvolvimento precisam de investimentos em energia renovável de cerca de US$ 1,7 biliões de dólares anualmente, mas atraíram investimento estrangeiro directo em energia limpa no valor de apenas US$ 544 mil milhões de dólares em 2022, de acordo com o relatório.
As necessidades totais de financiamento para a transição energética nos países em desenvolvimento são muito maiores e incluem investimentos em redes eléctricas, linhas de transporte, armazenamento e eficiência energética.
A Secretária-Geral da UNCTAD, Rebeca Grynspan, disse que “um aumento significativo no investimento em sistemas de energia sustentável nos países em desenvolvimento é crucial para que o mundo atinja as metas climáticas até 2030”.
Crescimento do investimento em energias renováveis abranda
O relatório mostra que o crescimento do investimento em energias renováveis desacelerou em 2022, à medida que os acordos internacionais de financiamento de projectos diminuíram.
Embora o investimento internacional total em energias renováveis tenha quase triplicado desde 2015, nos países em desenvolvimento a taxa de crescimento excedeu apenas marginalmente o crescimento do PIB.
O relatório também conclui que as empresas de energia entre as 100 maiores multinacionais estão alienando activos de combustíveis fósseis a uma taxa de cerca de US$ 15 mil milhões de dólares por ano.
Entretanto, uma das principais preocupações é que os compradores privados (não listados), que incluem principalmente fundos do Private Equity, muitas vezes têm metas de redução de emissões mais baixas ou nenhumas e padrões de relatórios climáticos mais fracos. Isso exige um novo modelo de negociação alinhado ao clima, diz o relatório.
Pacto para o investimento em energia sustentável
O Relatório de Investimento Mundial 2023 da UNCTAD, propõe um pacto que define acções prioritárias que vão desde mecanismos de financiamento a políticas de investimento para permitir que os países em desenvolvimento atraiam investimentos para a construção de sistemas energéticos sustentáveis.
No que diz respeito ao financiamento, o relatório apela à redução do risco do investimento na transição energética nos países em desenvolvimento através de empréstimos, garantias, instrumentos de seguro e participação no capital tanto do sector público – através de parcerias público-privadas e financiamento misto – como dos bancos multilaterais de desenvolvimento.
Além disso, as parcerias entre os investidores internacionais, o sector público e as instituições financeiras multilaterais, são consideradas como uma opção para reduzir significativamente o custo do capital para o investimento em energias limpas nos países em desenvolvimento.
A UNCTAD também enfatiza a necessidade de alívio da dívida para oferecer aos países em desenvolvimento espaço fiscal para fazer os investimentos necessários para a transição para energias limpas e ajudá-los a atrair investimento privado internacional através da redução das classificações de risco dos países.
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