
US$ 14 milhões para financiar 1.4 milhão de retalhistas a impulsionar suas actividades
- Retalhistas recebem apoio para viabilizar distribuição
Pelo menos 1.4 milhão de retalhistas ligados à comercialização de frangos, ovos e peixe seco terão financiamento com vista a melhorar a distribuição destes alimentos, permitindo o crescimento do sector em Moçambique.
Promovido pela Aliança Global para uma Nutrição Melhorada (Gain sigla inglesa), o projecto é financiado pelo Governo holandês e está orçado em 14 milhões de dólares norte-americanos, com duração prevista de cinco anos, contabilizados desde 2022.
O apoio, que vai abranger 30 distritos, será feito em espécie, com a distribuição de kits de refrigeração, de corte e processamento, tendas e tecnologias de secagem, painéis solares, em regiões ainda sem corrente eléctrica.
De 2022 até ao momento, está a decorrer o apuramento dos beneficiários, esperando-se que a distribuição dos referidos kits ocorra a partir do próximo ano.
Diva Dessai, gestora de políticas e advocacia na Gain, referiu que existem muitos factores que interferem na distribuição dos produtos mencionados.
Apontou que algumas razões que fazem com que os produtos não cheguem a pontos recônditos estão relacionadas aos custos ou à conservação.
Por isso, sobre este último ponto, o programa vai apostar em apoiar com equipamentos de refrigeração e geração de energia.
Explicou que foi constatado que o período de conservação dos produtos comercializados pelos retalhistas oscila entre dois e três meses, pretendendo-se, deste modo, alargar o tempo para seis a oito meses.
“Ao sector privado, nós vamos ajudar na distribuição destes produtos. Não vamos apoiar no início da cadeia de produção porque já existe muito investimento no fomento da indústria avícola.
Pretendemos dar suporte a retalhistas, revendedores, pescadores artesanais para que este produto seja revendido o mais longe possível e em condições em que possa ser comprado”, elucidou.
Do ponto de vista geográfico, o projecto lerá lugar em todos os pontos ligados aos corredores de Nacala e da Beira, com acréscimo da província de Cabo Delgado, por se entender que precisa de ser acarinhada.
Por sua vez, Yacub Lalif, Vice-Presidente do pelouro de Agro- negócios, Nutrição e Indústria Alimentar e responsável pela Avicultura e Concertação Social na Confederação das Associações Económicas (CTA), disse que a iniciativa é fundamental e necessária porque vai ajudar os pequenos produtores a alavancarem-se.
Além deste investimento, defendeu ser necessário melhorar algumas situações ligadas ao quadro legal para que o sector possa crescer.
“Um dos aspectos está ligado ao Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) na segunda transmissão. Quando os produtores vendem o frango, por exemplo, os supermercados, mercearias, fazem-no sem o IVA, mas os supermercados e os intermediários são obrigados a vender com este imposto, o que vem aumentar o custo do frango para o consumidor”, anotou.
Para o responsável da CTA, a este nível deveria haver isenção desta carga fiscal como medida de incentivo, o que tornaria o produto mais acessível à população.
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