
Zâmbia Consolida Posição Como Terceiro Destino de Investimento em Mineração em África
Ranking do Instituto Fraser coloca o país entre as jurisdições mineiras mais atractivas do continente, reflectindo melhorias na estabilidade macroeconómica, no ambiente regulatório e na confiança dos investidores.
- Zâmbia surge como o terceiro destino mais atractivo de investimento em mineração em África;
- País subiu para a 25.ª posição global no Índice de Atractividade de Investimento do Instituto Fraser;
- Reformas macroeconómicas e estabilidade regulatória reforçam confiança dos investidores;
- Estratégia nacional prevê triplicar a produção de cobre até 2031.
A Zâmbia consolidou a sua posição como um dos principais destinos de investimento mineiro em África, ao ser classificada como o terceiro mercado mais atractivo do continente para investimentos em mineração, de acordo com a mais recente Pesquisa Anual de Empresas de Mineração do Instituto Fraser.
O estudo, referente a 2025, posiciona o país na 25.ª posição a nível global no Índice de Atractividade de Investimento, uma melhoria em relação ao 28.º lugar registado na edição anterior, reflectindo o crescente interesse de investidores internacionais no potencial mineral e no ambiente político-regulatório da economia zambiana.
No ranking africano, a Zâmbia surge atrás apenas do Botswana e de Marrocos, dois dos mercados mineiros mais consolidados do continente, reforçando a percepção de que o país se está a afirmar como um dos polos emergentes da indústria extractiva africana.
Segundo o Ministro das Finanças e Planeamento da Zâmbia, Situmbeko Musokotwane, os resultados da pesquisa demonstram a crescente confiança da comunidade internacional nas reformas implementadas pelo Governo no sector mineiro e na gestão económica do país.
De acordo com o governante, as políticas adoptadas nos últimos anos têm sido orientadas para reforçar a transparência institucional, garantir estabilidade regulatória e assegurar maior protecção aos investimentos, factores considerados essenciais para a atracção de capital no sector extractivo.
Musokotwane sublinhou ainda que as reformas económicas mais amplas, incluindo a estabilização macroeconómica e a disciplina fiscal, desempenharam um papel determinante na melhoria do ambiente de investimento.
O relatório destaca igualmente progressos significativos em áreas como clareza jurídica, estabilidade tributária e redução da incerteza administrativa, factores que influenciam directamente as decisões de investimento das empresas de mineração ao escolher jurisdições para projectos de exploração e produção.
A crescente atractividade do sector mineiro zambiano está também associada à estratégia do Governo de triplicar a produção nacional de cobre até 2031, elevando-a para cerca de 3 milhões de toneladas anuais, face a níveis actuais inferiores a 1 milhão de toneladas. O plano integra uma agenda económica mais ampla destinada a posicionar o país entre os principais produtores globais do metal, num contexto em que a procura internacional por cobre cresce rapidamente devido à transição energética, à expansão das energias renováveis e à electrificação da economia.
Para atingir esta meta, o Governo aposta na expansão de grandes minas já existentes, no desenvolvimento de novos projectos de exploração mineral e na intensificação das actividades de prospecção geológica, ao mesmo tempo que implementa reformas destinadas a reforçar a estabilidade regulatória e a atrair investimento estrangeiro.
Analistas consideram que esta estratégia poderá consolidar a mineração como um dos pilares centrais do crescimento económico da Zâmbia, contribuindo para o aumento das exportações, a mobilização de receitas fiscais e a criação de emprego.
Autoridades zambianas defendem que o posicionamento do país entre os principais destinos de investimento mineiro reforça a estratégia governamental de utilizar o sector extractivo como motor de desenvolvimento económico de longo prazo, apoiando simultaneamente os esforços de diversificação e industrialização da economia.
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