
Zâmbia negoceia reestruturação da dívida
A Zâmbia está aberta a discutir todas as opções que tornarão os seus planos de reestruturação da sua dívida mais aceitáveis para os credores, revelou o Ministério das Finanças do País.
A Zâmbia é o primeiro País africano em situação de incumprimento soberano da era pandémica, procura renovar 12,8 mil milhões de dólares do seu passivo externo que atingiu quase 17,3 mil milhões de dólares no final de 2021, e pediu aos credores que reduzissem o valor actual das suas dívidas em 49%. Esse quantum é o que o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial exigiram na sua Análise de Sustentabilidade da Dívida, que estabelece os parâmetros para a reorganização, segundo o FMI.
“O Governo nota que os esforços solicitados aos credores são significativos, e está pronto a discutir e explorar todas as opções de reestruturação que tornariam este esforço aceitável para os credores, incluindo credores privados”, disse à agencia Bloomberg, uma fonte do Ministério das Finanças da Zâmbia.
“Vemos progressos positivos nas nossas discussões e esperamos chegar a um acordo no início de 2023”. Afirmou a fonte.
A Zâmbia é vista como o maior teste ao mecanismo que o Grupo das 20 nações mais poderosas concebeu para ajudar os países pobres a reorganizar as dívidas inacessíveis na sequência da pandemia. O chamado Quadro Comum tenta trazer os credores tradicionais ocidentais para a mesma mesa de negociações que os novos credores como a China – agora o maior credor das nações emergentes.
O progresso tem sido lento, com países, que necessitam de alívio, a serem cautelosos em utilizar o mecanismo por receio de atrasos semelhantes.
Questionado sobre se a dimensão do alívio que o País procura constitui um obstáculo, o Ministério das Finanças da Zâmbia disse:
“Estamos activamente envolvidos em discussões intensivas e produtivas com todos os nossos credores”, “Temos de assegurar que o alívio da dívida fornecido está em conformidade com os objectivos da análise de sustentabilidade da dívida”.












