Ataques a viaturas moçambicanas na RAS podem provocar escassez de produtos

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A Mukhero uma  associação de Pequenos Importadores, constituída por cerca de dois mil membros, importante,  no abastecimento em produtos alimentares às cidades moçambicanas, alerta para o risco de os ataques a viaturas com matrícula moçambicana na África do Sul, afectarem o comércio bilateral e levarem a uma escassez de produtos e aumento de preços.

Os importadores usam principalmente a fronteira de Ressano Garcia, enquanto os ataques aconteceram a mais de 300 quilómetros e visaram veículos que têm atravessado a fronteira da Ponta de Ouro.

“Nós dependemos da África do Sul (para a importação de bens alimentares), podemos parar de importar e a consequência disso é que podemos ter falta de produtos no País”, disse  o Presidente da Mukhero, Sudekar Novela.

O Presidente da Mukhero, acrescenta que a atmosfera de medo que está a ser criada torna provável um cenário de retracção do comércio com a África do Sul.

Esta situação pode tornar difícil a vida dos moçambicanos (consumidores), que a cada dia que passa tem menos poder de compra devido aos elevados preços dos produtos de primeira necessidade.

Recorde-se que Moçambique registou uma inflação de quase 11% em 2022, valor mais alto dos últimos seis anos, conforme informou o Instituto Nacional de Estatística (INE). Os preços subiram 10,91% em relação a 2021, em linha com a onda inflacionista global.

“De Janeiro a Dezembro do ano de 2022, o país registou um aumento de preços na ordem de 10,91%. As divisões de alimentação, bebidas não alcoólicas e transportes foram as de maior destaque”, lê-se no boletim de Índice de Preços ao Consumidor (IPC) consultado.

Ainda assim, na análise mensal, Dezembro de 2022 foi o quarto mês consecutivo de abrandamento da inflação, depois de um pico de 12,96% registado em Agosto.

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