• Para que a transição energética seja bem-sucedida, ela tem que ser economicamente viável

Os novos negócios de baixo carbono da ExxonMobil podem um dia ser mais lucrativos do que sua produção de combustíveis fósseis, disse Dan Ammann, um alto executivo da empresa, numa altura em que a petrolífera revela planos ambiciosos para, dentro de uma década gerar dezenas de bilhões de dólares a partir de biocombustíveis, hidrogénio e captura de carbono.

A produtora de petróleo com sede no Texas deu aos investidores na terça-feira, 04/04, a visão mais abrangente até agora de seus planos de transição energética, dizendo que espera lucrar com tecnologias de corte de carbono, mesmo que esteja a expandir a produção de petróleo e gás.

O preço das acções da Exxon atingiu um recorde em Fevereiro, depois que os altos preços do petróleo e do gás impulsionaram os lucros de 2022. No entanto, Dan Ammann disse aos investidores que o negócio de baixo carbono que ele dirige pode eventualmente valer “centenas de bilhões de dólares” e crescer para ser “maior do que o negócio base da ExxonMobil é hoje, à medida que o mundo se aproxima do zero líquido”.

Segundo o executivo, esse crescimento depende da identificação de formas de reduzir os custos do combustível de hidrogénio e da captura de carbono e de incentivos governamentais que poderia assumir a forma de impostos sobre o carbono ou subsídios económicos.

“Para que a transição energética seja bem-sucedida, ela tem que ser economicamente viável, e isso é uma grande parte do nosso trabalho e da construção deste negócio”, disse Ammann ao Financial Times.

De acordoi com a Finantial Times, os críticos da Exxon argumentam que o investimento contínuo da empresa em combustíveis fósseis vai contra os esforços internacionais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Eles também afirmam que a Exxon não provou que pode construir projectos de captura de carbono e hidrogénio em larga escala.

Mas Ammann, que se mudou para a Exxon no ano passado depois de dirigir a unidade de carros autónomos da General Motors, disse que o negócio de baixo carbono estava a começar a ganhar “impulso”.

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