A economia dos Estados Unidos desacelerou acentuadamente de Janeiro a Março, desacelerando para um ritmo anual de apenas 1,1%, à medida que as taxas de juros mais altas afectavam o mercado imobiliário e as empresas reduziam seus estoques.

A estimativa de quinta-feira, 27/04, do Departamento do Comércio mostrou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país – o indicador mais amplo da produção económica – enfraqueceu depois de crescer 3,2% de Julho a Setembro e 2,6% de Outubro a Dezembro.

Entretanto, os gastos do consumidor, que representam cerca de 70% da actividade económica dos EUA, permaneceram resilientes, crescendo a um ritmo anual de 3,7%, a taxa mais rápida em quase dois anos. Os gastos com bens, em particular, foram sólidos: aumentaram no ritmo mais rápido desde o segundo trimestre de 2021.

Os economistas esperavam que o PIB geral crescesse a um ritmo de 1,9% no trimestre Janeiro a Março. Por trás de grande parte da fraqueza do trimestre estava uma forte redução nos estoques das empresas, que subtraiu cerca de 2,3 pontos percentuais do crescimento geral. As empresas normalmente reduzem seus estoques quando antecipam uma recessão iminente.

A desaceleração da economia reflecte o impacto do esforço agressivo do Federal Reserve para domar a inflação, com nove aumentos das taxas de juros no ano passado. Espera-se que o aumento dos custos dos empréstimos leve a economia a uma recessão em algum momento deste ano. Embora a inflação tenha diminuído constantemente em relação ao máximo de quatro décadas atingido no ano passado, permanece muito acima da meta de 2% da Fed.

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