
Endividamento público interno mantém-se a principal fonte de financiamento do défice fiscal
O Boletim de Conjuntura do Banco de Mocambique referente ao I trimestre de 2023, revela que o défice fiscal antes de donativos agravou-se em cerca de 53%, tendo sido financiado maioritariamente por recursos internos.
De acordo com a publicação, efectivamente, entre Dezembro de 2022 e Maio de 2023, a dívida interna do Estado incrementou em cerca de 28 mil milhões de Meticais, a reflectir, essencialmente, o recurso ao financiamento junto do BM e a emissão de Obrigações de Tesouro (OT), para fazer face ao défice fiscal. No curto e médio prazo, perspectiva-se que este cenário se mantenha, tendo em conta a limitada arrecadação de receitas fiscais e o baixo nível de desembolso de recursos externos por parte dos parceiros internacionais.
“A conjuntura e perspectivas da inflação”, do Banco de Moçambique, revela também que as reservas internacionais do País cobrem mais de 3 meses de importações de bens e serviços, excluindo os grandes projectos.
“A posição externa do país, medida pelas reservas internacionais brutas (RIB), mantém-se satisfatória, tendo registado um saldo acumulado de cerca de USD 2.786 milhões até ao dia 18 de Maio de 2023, o suficiente para garantir a cobertura de mais de 3 meses de importações de bens e serviços, excluindo os grandes projectos”. Lê-se no documento.
O BdM afirma que “os riscos e incertezas associados às projecções de inflação mantêm-se elevados: “A nível interno, destacam-se: (i) o aumento da pressão sobre a despesa pública, num contexto de fraca arrecadação de receitas; (ii) incertezas quanto à evolução do preço de bens administrados, sobretudo dos combustíveis líquidos.
No contexto externo, os principais riscos estão associados ao provável contágio e alastramento da recente turbulência no sistema bancário europeu e dos EUA, bem como o impacto do prolongamento do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, sobre a economia global.
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