
África Subsahariana: Inflação persistente enfraquece recuperação económica
O crescimento económico na África Subsahariana continuou a desacelerar no início deste ano, devido a vários desafios específicos de cada país e a factores adversos económicos externos acrescidos.
Conforme a análise feita pelo Banco Mundial, através do mais recente estudo intitulado “Perspectivas Económicas Globais”, na qual procede a actualização das perspectivas de crescimento económico a escala global, a instituição observa que as recuperações de anteriores choques económicos e climáticos adversos, já frágeis e incompletos em muitos países, foram enfraquecidas por uma inflação elevada e persistente, por uma maior restritividade das condições financeiras mundiais, por um aperto da política interna e por surtos de violência e agitação social em alguns países.
“A inflação galopante agravou as dificuldades económicas dos pobres e aumentou drasticamente a insegurança alimentar”. Sublinha o Banco Mundial
Nesse contexto, revela o Banco Mundial, a Africa Subsahariana, o entrou este ano com mais 35 milhões de pessoas em insegurança alimentar aguda do que no início de 2022. “Em vários países, especialmente em países de baixo rendimento da África Austral com situações frágeis e afectadas por conflitos, secas prolongadas e conflitos armados agravaram estes efeitos”.
Embora a inflação global tenha recentemente moderado, a inflação anual dos preços dos alimentos manteve-se em dois dígitos em quase 70% dos países, reflectindo custos mais elevados dos factores de produção agrícola, depreciações cambiais e novas interrupções no abastecimento devido à violência intercomunitária e aos impactos adversos das alterações climáticas, observa o Banco Mundial.
Segundo o Banco Mundial, foi essa constelação de factores que fez com que o crescimento nas três maiores economias da África Austral – Angola, Nigéria e África do Sul – abrandasse para 2,8% em 2022 tendo continuado a enfraquecer no primeiro semestre deste ano.
A economia da África do Sul, por exemplo, foi prejudicada por graves cortes de energia, tendo continuado a desacelerar devido à inflação persistente, ao aperto da política interna e à demanda externa mais fraca. Já em Angola e na Nigéria, os maiores produtores de petróleo da da África Subsahariuana, o ímpeto de crescimento estagnou em meio a preços de energia mais baixos e produção de petróleo estagnada.
No caso especifico da Nigéria, o Banco Mundial constata que a recuperação pós-pandemia no sector não petrolífero arrefeceu no início deste ano devido à inflação persistentemente elevada, escassez de divisas e escassez de notas causada pelo redesenho da moeda.
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