
Será limitada a exportação de minerais em bruto
Legislação do sector de minas será revista, até ao final do presente ano, uma medida que pretende evitar que os produtos mineiros nacionais continuem a ser exportados em bruto.
“Os nossos projectos de exploração mineira, quase na sua totalidade, exportam os produtos em bruto e é isso que queremos modificar. Estamos a ver qual é a melhor forma de começar, mas já enviámos recados aos operadores para que se preparem para adicionar valor aos produtos”, disse Silvino Moreno, Ministro da Indústria e Comércio, ciatdo pelo “Noticias”
O diário “Noticias” refere que o governante, que falava semana finda a jornalistas nacionais em Gaberone, Botswana, à margem da Cimeira de Negócios Estados Unidos da América África, apontou como exemplos os projectos de areias pesadas de Chibuto (Gaza) e de Moma (Nampula), que já deveriam estar a transformar os produtos para a indústria de tintas.
Com vista a reverter o cenário, Moreno partilhou que os ministérios da Indústria e Comércio e dos Recursos Minerais e Energia estão a ma pear outros produtos a serem abrangidos pela medida.
“A ideia é que todo o produto mineiro só poderá ser exportado depois de transformado. Estamos a falar com os operadores nesse sentido”. frisou.
Relativamente à participação de Moçambique da Cimeira EUA África, Silvino Moreno disse que o objectivo era partilhar as oportunidades de investimento e de negócios e atrair os investidores americanos para expiara-las, o mesmo acontecendo com o manancial norte-americano, que deve ser aproveitado por África.
“Vimos aqui apresentar oportunidades para convencer os investidores a irem ao nosso país. As grandes áreas incluem agricultura e agro-processamento, porque são actividades que se interligam. Para a comida chegar à mesa precisa de ser processada”. afirmou.
O ministro falou de algumas iniciativas em curso, referindo que o programa Sustenta está a possibilitar a melhoria da produção agrícola nacional.
“É preciso que, a par da comercialização, encontremos indústria para transformar esses produtos para serem consumidos todo o ano”, frisou.
Acrescentou que o programa de industrialização do país (PRONAI) tem também uma componente de agro-processamento.
“Estamos a identificar as várias zonas agro-ecológicas. Começamos com uma grande indústria em Cuamba, na província do Niassa parque de agro-processamento e teremos, certamente, outros um pouco por todo o país”, salientou.
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