
Estratégia de combate a terra ociosa. Será uma medida eficaz?
Em virtude de mais de 700 hectares de terra arável que não estão a ser explorados em toda província, veio ao público que o Governo de Inhambane, através da Direcção Provincial de Agricultura e Segurança Alimentar está neste momento a concluir a elaboração de uma estratégia que poderá obrigar os detentores de extensas áreas não exploradas a cederem as terras aos que tem capacidade de desenvolver actividades agro-pecuárias.
De acordo com o chefe dos Estudos e Planificação, Francisco Feijão, a estratégia visa combater a existência de terra ociosa, pois dos mais de 1.8 milhão de hectares existentes na província de Inhambane apenas 540 mil hectares é que estão a ser explorados.
Nesse âmbito, com vista a perceber a sustentabilidade desta iniciativa, O.Económico ouviu a opinião do empresário João das Neves. Ora, de acordo com este, a ideia de redirecionar a terra que não vislumbra sinais de utilização para o sector produtivo é positiva. Mas o nosso entrevistado não deixou de avisar que toda acção decorrente desta medida não deve prejudicar os actuais detetores de terra.

João das Neves – Empresário
“Em relação a terra é preciso ter muito cuidado, porque temos assistido vários indivíduos ao serviço do Estado com interesses não confessáveis que utilizam a lei para usurpar a terra de privados para depois revender”, visou João das Neves.
Para além disso, o nosso interveniente frisou estar de acordo com a requalificação das terras que não estão a ser usados para produção, mas uma mais vez sustentou que requalificação da terra deve ser harmoniosa, onde todas as partes saiam a ganhar.
Sabe-se que a estratégia estará pronta até Janeiro do próximo ano, 2020, tendo o chefe dos Estudos e Planificação ter apelado a todos os produtores que requereram extensas áreas a ceder aos que pretendem utilizar a terra para produzir.

















