Para substituição da síntese química: Vale do Zambeze testa tecnologia orgânica

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  • Perto de vinte famílias produtoras de vegetais, feijão, batata-reno e arroz, baseadas em nove distritos de três províncias do Vale do Zambeze estão envolvidas na testagem de fertilizantes e pesticidas orgânicos em seus campos de cultivo a fim de, nos próximos tempos, substituírem a síntese química em toda a região. “Notícias”. 

Entre os distritos contemplados contam-se Angónia, Tete e Moatize, na província de Tete; Vandúzi, Sussundenga, Báruè, em Manica, bem como Nhamatanda, Búzi e Dondo, em Sofala. Nestes locais, serão montados campos de demonstração, onde a empresa fornecedora da síntese orgânica vai testar a funcionalidade desta nova tecnologia.

O Director dos serviços de assistência técnica e financeira da Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze – AdZ, Nelson António, explicou há dias, na cidade de Tete, que este passo resulta do acordo assinado há um ano com a Bioagrie e Kimitec, empresas vocacionadas na produção de soluções tecnológicas na base de síntese orgânica. 

“Eles apresentam uma melhor proposta no sentido de produzir-se mais com menos custo, bem como em prol da saúde pública e conservação da biodiversidade, comparativamente à síntese química. Mas qualquer tecnologia, por mais que apresente prognósticos muito bons, precisa de ser testada tecnicamente a sua viabilidade dentro de um de terminado contexto”, aclarou. 

Nesta fase-piloto, detalha, apesar de ser restrita, a testagem vai envolver instituições que trabalham com produtores, organizações ligadas à investigação, pesquisa e academia, com vista a assegurar a existência de uma plataforma de discussão, uma vez que será necessária uma fundamentação técnica e científica para a aprovação deste método. 

O projecto está orçado em 40 milhões de meticais, dos quais 50 por cento foram desembolsados pela empresa como dona da tecnologia e a AdZ comparticipou com a outra tranche como parte interessada. 

“Temos que garantir a repetição, ou seja, em cada campo com a componente orgânica temos de salvaguardar que haja lá a química para possibilitar a comparação e verificarmos se de facto há diferença nos rendimentos, custos, resultados e produtividade agrícola”, concluiu.

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