Face a COVID-19 – Sector privado propõe um maior aposta no turismo doméstico

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O sector privado propõe um maior investimento no turismo doméstico para garantir a sobrevivência do sector durante o “novo normal”. Defendo que esta é uma estratégia viável face ao actual contexto de restrições na circulação entre os países.

O turismo é, indubitavelmente, um dos sectores mais afectados pela pandemia da COVID-19, sendo que durante a vigência do Estado de emergência, 90% dos estabelecimento do sector encerraram e quase 11 mil pessoas ficaram desempregadas. A limitação da deslocação de pessoas e as medidas decretadas pelo Governo para conter a propagação da pandemia contribuíram sobremaneira para uma drástica redução na procura pelos serviços deste sector e consequente redução de receitas. No início do semestre, os operadores previam uma recuperação do sector em 3 meses, num cenário optimista, e de seis meses, num cenário pessimista, no entanto, já estamos quase no sétimo com a pandemia e o cenário continua cada vez mais sombrio. Este quadro obrigou um número considerável de operadores a encerrar as suas actividades, devido à insustentabilidade de se continuar a pagar os custos fixos num contexto de falta de receita .

O negócio turístico a nível nacional movimenta muitas pessoas e divisas, além de movimentar também muitos outros sectores em sua cadeia produtiva. Este sector é um impulsor de desenvolvimento local, que produz rendimento aos vários intervenientes que prestam serviços diretos e indireta, contribuindo, em média, com cerca de 2% para o PIB, no entanto, a  contribuição do mesmo resulta em grande parte do turismo estrangeiro. Assim, face ao actual contexto, o sector propõe o melhoramento das infra-estruturas como forma de estimular o turismo doméstico, sua única forma de renda actualmente. Já o Instituto Nacional do Turismo doméstico (INATUR) defende a aplicação de preços bonificados por parte dos operadores e companhias de viagens. Saliente-se que alguns operadores defendem que os altos preços aplicados constituem resultados da dependência do país relativamente a importação de bens e serviços que são usados pelo sector.

Estes posicionamentos foram defendidos numa palestra em um formato híbrido (presencial e online) alusiva às celebrações do Dia Mundial do Turismo e subordinada ao tema: “Sector do Turismo no Novo Normal – Desafios e Perspectivas impostas ao Sector Público em Moçambique”.

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