
HCB vai entregar ao Estado 6,5 mil milhões de meticais em dividendos após lucro histórico em 2024
- Lucro líquido da HCB em 2024 ultrapassou 14,1 mil milhões de meticais (US$ 224 milhões);
- Dividendos de 7,4 mil milhões de meticais (US$ 117,5 milhões) serão distribuídos, dos quais 6,5 mil milhões (US$ 103,2 milhões) vão para o Estado;
- Produção anual atingiu 15.753,52 GWh, com tarifa de exportação ajustada;
- Empresa entregou ao Estado mais de 32,8 mil milhões de meticais (US$ 521,7 milhões) em impostos e taxas nos últimos três anos;
- HCB mantém fornecimento energético à região apesar da seca, com base em gestão hídrica rigorosa.
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) aprovou a distribuição de 7,4 mil milhões de meticais, equivalentes a cerca de 117,5 milhões de dólares norte-americanos, em dividendos, após registar lucros recorde de 14,1 mil milhões de meticais (US$ 224 milhões) em 2024. A decisão, tomada em assembleia geral, reforça o papel da HCB como um dos pilares orçamentais e energéticos de Moçambique.
O resultado líquido representa um crescimento de 8,48% em relação a 2023, impulsionado por uma produção total de 15.753,52 GWh e pelo ajustamento da tarifa de venda de energia ao estrangeiro, segundo dados oficiais da empresa
“Particularmente, ao Estado Moçambicano serão canalizados pouco mais de 6,5 mil milhões de meticais (cerca de US$ 103,2 milhões), que, associados aos impostos e taxas, reforçarão o Orçamento do Estado, necessário para a implementação dos programas sociais do país.”
A empresa, maioritariamente detida pelo Estado moçambicano (90%), pagou ao Estado, nos últimos três anos, mais de 32,869 mil milhões de meticais (aproximadamente US$ 521,7 milhões). Desse montante, cerca de 23,172 mil milhões de meticais (US$ 367,8 milhões) foram pagos em impostos (IVA, IRPS, IRPC), e 9,697 mil milhões de meticais (US$ 153,9 milhões) correspondem à taxa de concessão pela exploração da albufeira e infra-estrutura.
A HCB tem mantido operações estáveis mesmo diante da prolongada seca na região austral. Graças à melhoria das afluências em Janeiro, o nível de armazenamento da albufeira de Cahora Bassa atingiu 21,7%, acima dos 19% inicialmente previstos, permitindo à empresa continuar a fornecer energia a Moçambique, à África do Sul e a outros países da região.
“Apesar da continuidade da situação de seca regional desde o ano hidrológico 2023/24, foi possível manter a produção energética graças às medidas de gestão hidroenergética em implementação desde 2024”, explicou a empresa.
A albufeira de Cahora Bassa é a quarta maior de África, com 2.700 km² de extensão, uma profundidade média de 26 metros e quase 800 trabalhadores.
Com resultados financeiros sólidos, capacidade de adaptação operacional e impacto fiscal expressivo, a HCB afirma-se como um activo estratégico do Estado Moçambicano. O seu desempenho em 2024 consolida uma trajectória de eficiência, rentabilidade e contributo efectivo para o financiamento de políticas públicas essenciais ao desenvolvimento do país.
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