
ACB considera viável actividade de corretagem em Moçambique
O estágio embrionário do mercado bolseiro moçambicano torna viável o exercício da actividade de corretagem no país, defende Joaquim Bazar, Director da Amaramba Capital Broker – ACB.
A actividade de intermediação realizada pelos operadores de bolsa, quer através do recebimento de ordens dos investidores para transacção de valores mobiliários e respectiva execução, quer através da realização de operações de compra e venda de valores mobiliários por conta própria, desempenha um papel essencial na impressão de mais dinamismo às operações do mercado de capitais.
Em virtude de estarem directamente ligados, na sua maioria, à operações do mercado secundário, com vista a maximização de rendimentos dos seus clientes, os operadores contribuem na promoção de liquidez aos valores mobiliários transaccionados no mercado de capitais.
O país conta actualmente com 15 operadores de bolsa, dos quais apenas um, ACB, dedica-se exclusivamente ao exercício da actividade de intermediação em bolsa de valores. Estes números revelam que os conceitos do mercado bolseiro moçambicano ainda são incipientes, entretanto, Bazar vê nesta “falta de expressividade” um factor de viabilização da actividade de corretagem no país, na medida em que permite operadores independentes serem os primeiros a “desbravar a mata”.
Relativamente ao facto de a organização ser a única empresa de corretagem de bolsa diferente de uma instituição bancária, Bazar explica que não existe nenhuma situação de concorrência entre a empresa e os bancos, pois, enquanto os bancos exploram o mercado primário, a empresa se preocupa com o mercado secundário.
“ Os bancos sempre fizeram o dealership, e nós já fazemos diferente, porque fazemos a corretagem pura”, explica. Neste contexto, a ACB não faz tomada firme, assim, a organização trabalha com os bancos como parceiros na identificação de possíveis parceiros para maximizar o valor dos investidores. “Somos unificadores, não fazemos tomada firme, mas conseguimos ter várias opções que nos possibilitem escolher a melhor para o nosso cliente”, enfatizou.
Instado a comentar sobre o quadro legal do sector, o director da ACB, sociedade registada em Moçambique desde 2015, defende que o mercado não carece de mais incentivos, o sistema regulatório circundante a esta actividade é acessível e cabe as corretoras fazerem o mercado.
Assim, a organização procura, sistematicamente, “prosseguir estratégias de curto e médio prazo de forma a garantir solidez, sustentabilidade e uma estrutura óptima numa perspectiva de sucesso de clientes (…) a esteira do mercado de capitais altamente actuante”, ajustou.
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